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Robô permitiu a realização da primeira cirurgia de coração a longa distância

Engenharia 360
por Kamila Jessie
| 04/10/2019 2 min

Robô permitiu a realização da primeira cirurgia de coração a longa distância

por Kamila Jessie | 04/10/2019
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Um cirurgião na Índia realizou uma série de cinco procedimentos de intervenção coronária em pacientes que estavam em mesas cirúrgicas a 32 quilômetros dele, por meio da manipulação de um robô. O evento marca a primeira cirurgia cardíaca de longa distância.

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Imagem: EClinicalMedicine

O robô CorPath GRX:

A operação foi realizada em pacientes com aterosclerose, uma condição em que uma placa de gordura se acumula nos vasos sanguíneos e restringe o fluxo de sangue. No procedimento de desobstrução, um robô chamado CorPath GRX, controlado remotamente pelo cirurgião, inseriu um pequeno instrumento chamado stent para abrir os vasos sanguíneos no coração.

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Imagem: EClinicalMedicine.

A estação de trabalho do médico foi conectada ao robô através de uma conexão de internet de alta velocidade. Havia também câmeras na sala de cirurgia para dar ao cirurgião vistas adicionais do procedimento.

O robô foi desenvolvido por uma empresa chamada Corindus e o relatório científico sobre o procedimento foi publicado na EClinicalMedicine. A cirurgia faz parte de um novo movimento chamado telemedicina.

Telemedicina:

A telemedicina mescla os campos da robótica, realidade mista e comunicações para transmitir virtualmente especialistas médicos para locais remotos. O campo da telemedicina, contudo, não é tão novo. O Centro de Pesquisa Ames da NASA supervisionou uma das primeiras clínicas virtuais em 1999 para fornecer assistência médica aos astronautas com base na Estação Espacial Internacional. As forças armadas dos EUA também adotaram a telemedicina, em um esforço para cuidar de soldados feridos em campos de batalha distantes.

Enquanto isso, mais recentemente, pacientes na França estão atendendo às suas necessidades médicas nas cabines de Telessaúde e a crise do Ebola viu a Universidade da Virgínia empregar telemedicina no local. Claramente, este é um campo que veio para ficar e crescer.

Vale ressaltar, porém, que os avanços da engenharia na medicina, realidade virtual e inteligência artificial vêm crescendo em ritmos extraordinários e essa evolução poderá descentralizar os cuidados de saúde e ajudar na falta de enfermeiros e médicos. Você acha que esse tipo de desenvolvimento em robótica pode ser categorizado como engenharia humanitária?

Fonte: Business Wire.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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