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Cientistas desenvolvem nova tela interativa de hidrogel com autocura

por Larissa Fereguetti | 14/12/2020
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As telas atuais apresentam vários empecilhos, como a elevada fragilidade, e a ideia é ter melhores dispositivos sensíveis ao toque.

Quem acompanhou o avanço no tecnológico na última década viu a transformação das telas e de dispositivos sensíveis ao toque, que passaram a ter maior sensibilidade. Essa nova tecnologia ainda apresenta alguns problemas, como a elevada fragilidade, fazendo com que a ciência busque telas com melhor qualidade.

Nesse sentido, um time de cientistas desenvolveu uma nova tela interativa com autocura e adesiva baseada em um nanocompósito transparente. A pesquisa é uma parceria entre o Beijing Institute of Nanoenergy and Nanosystems e o Ningbo Institute of Materials Technology and Engineering (NIMTE), ambos da Chinese Academy of Sciences (CAS).

Atualmente, é usado óxido de índio e estanho (ITO) como filme condutor transparente nas telas encontradas no mercado, mas elas possuem deficiências (como a fragilidade já citada). Para melhorar a elasticidade e a melhor interação humana, a pesquisa desenvolveu hidrogéis nanocompósitos de argila altamente transparentes e extensíveis, com transmitância de 98,8% e resistência à fratura acima de 1500%.

imagem ilustrativa de tela interativa
Imagem ilustrativa de tela sensível ao toque. KOBU Agency | via Unsplash

As telas são adesivos sensíveis à pressão para vários substratos isolantes curvos ou planos, incluindo vidro, madeira, tecido de algodão, tereftalato de etileno, acrilonitrila butadieno estireno (ABS), borracha de silicone, náilon e metil metacrilato. A ideia é o uso em dispositivos eletrônicos e aplicações vestíveis.

A tela foi integrada a computadores para desenhar, escrever e jogar e mostraram funções de entrada de alta resolução e autocura. Espera-se que o estudo lance uma luz sobre a utilização de hidrogéis nanocompósitos poliméricos como interfaces de comunicação homem-máquina flexíveis com a capacidade de autocura.

O estudo completo foi publicado recentemente na Revista Advanced Materials. Clique aqui para conferir.

Fontes: Chinese Academy of Science.

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O que você achou da pesquisa? Será que em breve vamos parar de nos preocupar com telas quebradas? Deixe seu comentário abaixo!

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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