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Conheça o 'Blob', possivelmente a criatura mais inteligente do nosso planeta

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por Redação 360
| 12/09/2022 4 min

Conheça o 'Blob', possivelmente a criatura mais inteligente do nosso planeta

por Redação 360 | 12/09/2022
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Que o ser humano se acha a “última bolacha do pacote”, não temos dúvida. Qualquer realização bem feita que realizamos e já nos damos os parabéns, evocando a nossa inteligência, como seres soberanos deste planeta. Mas será que somos, realmente, os mais inteligentes habitando a Terra? Bem, os cientistas dizem afirmam que não. O Blob, como é chamada certa espécie de bolor limoso – mais especificamente, uma divisão do mundo dos fungos – encontrado na natureza, parece ser uma espécie mais inteligente!

“Nossa visão hierárquica da inteligência com humanos no topo da Grande Pirâmide revela o narcisismo de nossa espécie” – biólogo Merlin Sheldrake, em reportagem de BBC.

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Imagem reproduzida de G1

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Falando mais sobre o Blob

O Blob é, na verdade, um protista do tipo plasmódio. Ou seja, ele não é nem um animal, planta ou fungo. Está mais para uma célula gigante que contém muitos núcleos, formando diferentes redes exploratórias de tentáculos. E, diferente do que você possa pensar, não é preciso de um microscópio para vê-lo. Inclusive, as suas “veias” podem se estender por cerca de um metro.

Características particulares

Parece que cuidar de um Blob é bem fácil. Ele cresce rápido; e, acredite ou não, adora comer aveia. Mas é o seu comportamento que chama atenção, extremamente extraordinário, sendo capaz de fazer todos os tipos de coisas, como explorar terrenos, resolver problemas, adaptar-se a novas funções, tomar decisões entre cursos alternativos de ação, e mais. Aliás, já citamos que o Blob nem mesmo tem um cérebro? É verdade!

O Blob também é um ser bastante sensível… à luz e ao gradiente químico. Então, se não se sente bem em um local com determinadas características, logo se retira e segue para onde acha mais atraente – sobretudo onde tem suas comidas preferidas. Ele realiza essa análise e cálculo analógico bem rápido. E seus movimentos seguintes são, assim, muito bem coordenados. É justamente esta agilidade que os cientistas tanto admiram, pensando em utilizar em seus projetos. Saiba mais no tópico a seguir!

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Imagem reproduzida de Le Bien Public

Participação em estudos de casos

1. Labirinto ferroviário do Japão

Em 2010, o Blob ajudou engenheiros japoneses a resolverem problemas na rede ferroviária da Grande Tóquio. Eles reproduziram, em escala menor, o mapa do sistema e espalharam por ele grãos de aveia. Depois, lançaram o ser sobre essa maquete. Em pouco tempo, o mesmo apontou os caminhos mais rápidos e demorados para chegar até onde se queria – claro que para ele era a aveia e para os engenheiros eram os destinos dos trens.

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Imagem reproduzida de BBC

2. Teias cósmicas das galáxias

Claro que o Blob pode não apenas apontar rotas eficazes para trens, mas de evacuação de incêndio, por exemplo. Os cientistas perceberam isso e se basearam no Blob para criar um sistema digital capaz de mapear em 3D as teias cósmicas, comparando com os dados do Telescópio Espacial Hubble. Através disso, já foi possível traçar a localização de cerca de 37 mil galáxias, como se elas fossem copos de aveia ofertados ao ser em uma placa de Petri. E eles concluíram que parece haver uma semelhança entre a rede de Blob formada pela evolução biológica e as estruturas no cosmos criadas pela força primordial da gravidade.

3. Divisa dos Estados Unidos e México

Para finalizar, o experimento mais polêmico já feito com o Blob foi para análise da política de fronteira dos Estados Unidos com o México. Mais uma vez, o ser foi colocado em uma placa de Petri. Ele de um lado, separado por uma pequena parede de uma quantidade de proteína e açúcar, do outro lado. O que os cientistas esperavam? Óbvio que o fungo tentasse achar formas de burlar essa barreira. Mas não foi o que aconteceu.

De acordo com o pesquisador-chefe do experimento, “Eles não apenas sobreviveram, mas prosperaram no caso de não haver muro e floresceram mais na área de fronteira.”. Por isso, a conclusão foi dizer aos políticos que, com base nesses novos dados, “(…) as fronteiras não são uma boa ideia e que devemos superar o medo para reconhecer como ter fronteiras abertas beneficia a todos.”.

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Imagem reproduzida de Le JMed

De fato, o Blob é um ser de inteligência excepcional. Então, é lógico que devemos estudar como ele se comporta, pensando na maneira como nós mesmos deveríamos nos comportar. Imagine que extraordinário: um organismo sem cérebro está nos ensinando a sermos mais objetivos e a pensar nas coisas a longo prazo. Ou seja, explorarmos melhor nossa inteligência para o bem e sermos resilientes! O que isso diz para você? Responda na aba de comentários!


Fontes: BBC.

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