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Conheça 3 novas descobertas da ciência de materiais que devem revolucionar a Engenharia

por Redação 360 | 19/11/2021

A ciência revela recentemente 3 novos materiais que podem revolucionar diversos setores da indústria, inclusive a Engenharia. Confira!

A ciência está sempre nos surpreendendo! Os pesquisadores buscam diariamente soluções que possam contribuir positivamente para a nossa vida. Inclusive, muitas destas descobertas acabam sendo utilizadas nas mais variadas áreas da Engenharia. No texto a seguir, apresentamos três exemplos incríveis que vão lhe surpreender!

3 novas descobertas

1. Fibras mais fortes que aço e Kevlar

Produzidas por bactérias, as fibras amiloides são feitas de proteínas e não são bem vistas pela ciência, devido à sua vinculação com a neurodegeneração cerebral, como na Doença de Alzheimer. Contudo, enquanto isso, é de grande interesse no meio industrial, pois pode se tornar um biomaterial. Sabendo disso, alguns pesquisadores analisaram as possibilidades para as amiloides e descobriram uma nova fibra que é tão forte quanto o aço e com uma tenacidade superior à do conhecido Kevlar, o material mais usado em coletes à prova de balas. Inclusive, o material superaria também as fibras de seda de aranha – que os cientistas já estão usando técnicas de biologia sintética para tentar reproduzir.

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Imagem reproduzida de Engenharia Hoje

A saber, quanto mais longa for a proteína, mais forte e resistente será a fibra resultante. Algo na faixa dos gigapascal, medida para quebrar uma fibra de diâmetro fixo, seria mais forte do que o aço comum. Assim seria o novo material obtido a partir das fibras amiloides. E, de acordo com os pesquisadores, haveria muitas possibilidades ilimitadas para a Engenharia de Materiais de alto desempenho. Inclusive, elaborando outras sequências, seria possível ainda obter fibras de desempenho diferente, mais aprimorado.

2. Material termoelétrico mais eficiente do mundo

Uma das grandes preocupações da ciência atual é gerar formas mais eficazes e ecológicas de geração de energia, pensando principalmente na preservação do meio ambiente. Hoje, sabemos mais do que nunca a importância disso, diante da grave crise de escassez de recursos que começamos a enfrentar, um cenário agravado pelas mudanças climáticas. Sabendo disso, pesquisadores da Universidade Northwestern, de Illinois, nos Estados Unidos, e da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, investigaram e conseguiram descobrir o material termoelétrico mais eficiente já registrado.

Trata-se do seleneto de estanho, purificado na forma policristalina, apresentando alto desempenho, superando outros materiais na conversão de calor e eletricidade. Isso poderia ser destinado, por exemplo, para o desenvolvimento de dispositivos de alta performance. Inclusive, são áreas com potencial para a utilização deste novo material: a indústria automobilística, indústrias de manufatura pesada, e locais onde grandes motores de combustão operam continuamente, como navios e petroleiros.

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Imagem reproduzida de CPG Click Petroleo e Gas

3. Novo tipo de carbono atomicamente fino

O carbono também tem sido bastante investigado pela ciência nos últimos tempos. Aliás, as formas mais conhecidas de carbono são o grafite e o diamante; e, a cada dia, mais formas são encontradas através de experimentos, como é o caso do grafeno, muito citado na imprensa em 2021. Agora, pesquisadores da Universidade de Aalto, na Finlândia, e de Marburgo, na Alemanha, descobriram um novo material de carbono atomicamente fino, o bifenileno.

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As propriedades metálicas apresentadas por esta nova estrutura de carbono são realmente bem diferentes de outras formas de carbono conhecidas. Segundo o estudo, as faixas de rede do bifenileno possuem apenas 21 átomos de largura e se comportam como um metal, podendo conduzir energia – já o grafeno é um semicondutor nas mesmas dimensões. Na prática, o material poderia ser usado em fios condutores para dispositivos eletrônicos; também como  ânodo superior em baterias de íon-lítio, com uma maior capacidade de armazenamento de lítio em comparação com os materiais atuais à base de grafeno. Mas, por hora, os pesquisadores estão apenas documentando os dados sobre este potencial de aplicação que possa ser mais explorado.

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Imagem reproduzida de Farol da Bahia

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Fontes: Tecmundo, CNN Brasil, Olhar Digital, Inovação Tecnológica.

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