A ideia de trajes militares de invisibilidade parece saída diretamente de filmes de ficção científica, mas está cada vez mais próxima da realidade, graças a avanços tecnológicos surpreendentes. Pesquisas recentes, principalmente na China e na Rússia, estão desenvolvendo materiais e dispositivos que prometem camuflar soldados e equipamentos, tornando-os praticamente invisíveis aos olhos humanos e aos sistemas de detecção eletrônica. Confira mais detalhes neste artigo do Engenharia 360!

trajes militares de invisibilidade
Imagem de revista Proceedings of the National Academy of Sciences reproduzida de Click Petróleo e Gás

O que são trajes militares de invisibilidade?

Esses trajes militares de invisibilidade são compostos por tecnologias avançadas que utilizam metamateriais — materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e, assim, ocultar objetos de diferentes formas de detecção. O conceito principal é esconder ou disfarçar a presença do usuário, tornando-o quase ou totalmente invisível.

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Uma das iniciativas mais notáveis vem da China, onde pesquisadores das universidades de Tsinghua e Jilin criaram o chamado “manto da invisibilidade” chamado Chimera.

A união dessas aptidões permite que trajes militares de invisibilidade adaptem sua aparência e propriedades térmicas ao ambiente, tornando os soldados indetectáveis não só à luz visível, mas também a micro-ondas e raios infravermelhos usados por sistemas de visão térmica.

Qual a finalidade dessa tecnologia?

A aplicabilidade dos trajes de invisibilidade é ampla, porém destaca-se principalmente na área militar. Escondendo soldados e equipamentos, esses trajes oferecem uma vantagem estratégica significativa em batalhas, dificultando a localização pelo inimigo e aumentando a sobrevivência das tropas. Além disso, têm potencial para reduzir a necessidade de armas e confrontos diretos, pois promovem avanços em operações de infiltração e reconhecimento silencioso.

Outra aplicação promissora está na preservação ambiental, onde o manto da invisibilidade pode ser utilizado para observar a vida selvagem sem interferir ou assustar os animais, garantindo estudos mais precisos e menos invasivos de ecossistemas naturais.

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Quais governos já possuem essa tecnologia?

China e Rússia são as grandes protagonistas nessa corrida tecnológica por trajes militares de invisibilidade.

  • China: O projeto Chimera, já em fase experimental avançada, une características naturais para desenvolver esse “manto da invisibilidade”. Cientistas chineses têm avançado na fabricação de metassuperfícies usando plásticos e vidro especial. Esses protótipos são capazes de adaptar a camuflagem a diferentes tipos de terreno, desde desertos até superfícies congeladas, e ainda reduzir o calor emitido pelo corpo para escapar de sensores infravermelhos. A previsão é que essa tecnologia revolucionária evolua para uma nova geração de camuflagem eletromagnética.
  • Rússia: A empresa russa HinderX desenvolveu um traje de camuflagem avançado, denominado Legioner, que visa desfocar a silhueta dos soldados russos para driblar as capacidades da visão térmica ucraniana. O manto pesa somente 350 gramas, facilitando o transporte e não comprometendo a mobilidade dos combatentes. O tecido é projetado para funcionar em diferentes ambientes, como florestas, desertos e áreas urbanas, mostrando a aplicação tática prática da invisibilidade já em fase pré-comercial.

Além desses países, empresas privadas no Reino Unido, como a Invisibility Shield Co, estão comercializando versões civis e experimentais desses trajes, embora com funcionalidades ainda limitadas e preços elevados. Isso indica o crescimento do interesse global em camuflagens altamente tecnológicas, que podem também impactar campos além do militar, como segurança e privacidade.

Confira também a solução de “capa de invisibilidade” feita de grafeno do exército ucraniano:

Como funciona essa tecnologia inspirada na natureza?

O diferencial da tecnologia chinesa Chimera está na sua inspiração biológica que combina múltiplos mecanismos naturais de camuflagem:

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  • Camaleão: Habilidade de mudar a cor para se adaptar ao ambiente imediato, confundindo a percepção visual dos inimigos.
  • Rã-de-vidro: Permite transparência parcial, tornando certas partes do traje quase invisíveis à luz.
  • Dragão-barbudo: Regula e reduz diferenças de temperatura corporal, evitando que sensores infravermelhos detectem o calor gerado, essencial para ocultar o usuário em ambientes monitorados por termovisores.

Essas funções são implementadas por circuitos eletrônicos embutidos em camadas de materiais como tereftalato de polietileno (PET) e vidro de quartzo, capazes de manipular ondas eletromagnéticas em vários espectros.

Impactos e desafios futuros

Embora promissora, essa tecnologia ainda enfrenta desafios significativos, como:

  • Produção em larga escala de materiais que sejam leves, duráveis e adaptáveis.
  • Minimização do consumo de energia para o funcionamento dos circuitos de camuflagem.
  • Criação de sistemas que atuem em diferentes ambientes e em condições dinâmicas, garantindo a eficácia para militares em movimentação.

No entanto, o avanço das pesquisas indica que estamos nos aproximando do uso prático desses trajes no campo de batalha. Isso mudará as estratégias militares e poderá influenciar a segurança global.

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Fontes: Revista Galileu, Sputinik Brasil, Click Petróleo e Gás.

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