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Amazônia: cientistas alemães vão monitorar a região até janeiro de 2023

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por Redação 360
| 06/12/2022 | Atualizado em 27/01/2023 3 min

Amazônia: cientistas alemães vão monitorar a região até janeiro de 2023

por Redação 360 | 06/12/2022 | Atualizado em 27/01/2023
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O plano foi iniciado neste último domingo, 4 de dezembro, e vai até 25 de janeiro! Em parceria com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), cientistas alemães vão sobrevoar a Amazônia a 15 km de altitude com o avião jato de pesquisa Halo, do Centro Aeroespacial da Alemanha (DLR), com instrumentos de alta tecnologia. Mas por quê? Bem, para fazer medições e coletar amostras de ar.
Pesquisa Amazônia - sobrevoo Halo floresta
Imagem reproduzida de Jornal da USP

A equipe partiu do aeroporto internacional de Manaus (AM) rumo à trajetória estabelecida para entender a relação entre floresta e alta atmosfera, mais especificamente os agregados de aerossóis que provocam a chuva na floresta e como interagem com o Atlântico. Os dados coletados devem complementar as pesquisas já realizadas com mapeamento de satélites, com a torre Atto – a mais alta estrutura na América do Sul -, e outras expedições já feitas com outros aviões, mas em altitudes menores.

Pesquisa Amazônia - sobrevoo Halo floresta
Imagem reproduzida de A Crítica

O foco são as mudanças climáticas, claro! Por exemplo, como se comportam os gases de efeito estufa – como metano e monóxido de carbono – em alta atmosfera numa região tropical do planeta. Ou ainda como o ciclo de evaporação e chuva na floresta depende dos chamados “compostos orgânicos voláteis”, moléculas complexas de carbono que evaporam facilmente. E os processos de produção de partículas, como quando os compostos orgânicos voláteis emitidos pela floresta vão para a alta atmosfera e se condensam, sendo o ciclo hidrológico da floresta.

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Toda a pesquisa, chamada de CAFE-Brazil (Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil), será conduzida por 80 cientistas – incluindo da Universidade Estadual do Amazonas – e deve custar cerca de US$ 20 milhões – valor que será custeado pela Sociedade Max Planck, a maior instituição de pesquisa alemã.

A saber, Halo é acrônimo de High Altitude and Long Range Research Aircraft. Esta aeronave, projetada originalmente como um jato comercial para 19 passageiros (um Gulfstream G550 de US$ 55 milhões), poderia carregar até 3 toneladas e teria uma longa autonomia. Mas o seu maior diferencial é poder investigar camadas de altitudes que antes não se chegavam a analisar. Sem contar a instrumentação científica que carregará, cerca de 19 equipamentos especiais – dentre eles, sensor “noseboom”, espectrômetro de massa, cromatógrafo e chifre de um unicórnio, um aparelho que mede pressão e fluxo de ar.

Pesquisa Amazônia - sobrevoo Halo floresta
Imagem reproduzida de Portal Mulher Amazônica
Pesquisa Amazônia - sobrevoo Halo floresta
Imagem reproduzida de AMS journals

Espera-se que o avião, pela altitude que voará, não seja notado pelos amazonenses. E depois desses 50 dias, que a ciência possa provar mais ainda aos descrentes sobre o fundamental da floresta tropical no sistema terrestre.


Fontes: O Globo.

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