O avanço acelerado do desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo para máquinas inteligentes, tem transformado profundamente o cenário militar global. Certas tecnologias, como de robôs e inteligência artificial (IA), acabam sendo destinadas para guerras e conflitos entre povos.

Atualmente, as Big Techs (como Meta, OpenAI e Palantir) tornaram-se parte essencial do complexo militar dos EUA, com executivos sendo nomeados para cargos de alta patente para liderar o desenvolvimento tático e estratégico de novas tecnologias de combate. Agora imagine você criar algo em engenharia e saber depois que seu invento foi usado para decidir quem vive e quem morre em campos de batalha. Terrível, não é mesmo?

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Neste momento, há um debate ao redor do mundo sobre o uso de máquinas inteligentes que devem nos levar a um salto inimaginável na corrida armamentista. A IA agora é usada para mapear populações civis e identificar alvos militares em áreas de conflito, como visto na Faixa de Gaza, onde modelos de dados processam rastros digitais de redes sociais para “fabricar” alvos com precisão automatizada.

máquinas inteligentes de guerra
Imagem reproduzida de AERO Magazine – UOL

Hoje em dia, já vemos grandes exércitos usando aviões não-tripulados e drones. Na Guerra da Ucrânia, tanto a Rússia quanto forças apoiadas pelos EUA utilizam drones e IA para ataques remotos e vigilância constante, mudando a rotina dos soldados, que agora dependem da análise de dados em tempo real para tomar decisões no campo de batalha. A seguir, uma lista de exemplos de projetos nos planos de duas das maiores potências mundiais!

Novas ameaças e tecnologias de verificação

Armas nucleares espaciais

A Rússia está desenvolvendo uma arma nuclear orbital capaz de destruir satélites em órbita baixa da Terra, o que poderia inutilizar o GPS e sistemas de comunicação globais por um ano inteiro.

IA contra armas biológicas

O governo dos EUA anunciou que liderará um esforço internacional para usar sistemas de verificação baseados em IA para garantir o cumprimento da Convenção sobre Armas Biológicas, visando impedir o desenvolvimento dessas armas por outras nações.

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Exemplos de máquinas inteligentes modernas

Cão-robô M-81

Em 2022, em plena pandemia, a Rússia já havia estado o M-81, capaz de atirar foguetes com alta precisão. Além disso, o Kremlin alertou moradores de fronteira a abandonarem aplicativos de relacionamento, como o Tinder, pois forças adversárias usam essas redes e IA para coletar dados sensíveis e geolocalizar tropas em tempo real.

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Imagem reproduzida de Showmetech

Packbot

Os norte-americanos utilizam robôs como o Packbot para desarmar bombas. Entretanto, a dependência tecnológica escalou: as Forças Armadas dos EUA e de aliados utilizam serviços de nuvem da Amazon, Google e Microsoft para processar dados de inteligência computacional e sistemas automatizados, consolidando o que especialistas chamam de “complexo militar-industrial-dataficado”.

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Imagem reproduzida de FLIR Systems

Sword

Este robô também foi usado no Afeganistão, além do Iraque. Contudo, os soldados não gostam muito dele, alegando que a máquina é fácil de derrubar e incapaz de se levantar sozinha, sendo vítima fácil de emboscadas. Com o avanço da IA e dos novos sistemas de estabilização desenvolvidos por empresas de tecnologia, espera-se que modelos futuros superem essas limitações físicas através de processamento de dados em tempo real.

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Imagem reproduzida de Defense Review

Lockheed Martin e o futuro

Empresas como a Lockheed Martin continuam fornecendo hardware, como o robô que carrega 450 kg de equipamentos. Porém, a grande mudança é que essas fabricantes tradicionais agora operam integradas às Big Techs, que fornecem o “cérebro” (IA) para que essas máquinas operem em redes 5G de alta velocidade e conectividade total no campo de batalha.

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Imagem reproduzida de Sputnik Brasil

Sistema Robótico Modular Avançado Armado ou Maars

Para terrenos mais acidentados, empresas como a Boston Dynamics estão desenvolvendo modelos para dar reforço às Unidades das Forças Especiais. Estes modelos, que serviram de sentinelas no Iraque, agora são testados com algoritmos de reconhecimento de imagem para diferenciar combatentes de civis de forma autônoma.

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Imagem reproduzida de Business Insider
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Imagem reproduzida de stringfixer

É importante destacar que, apesar da crescente autonomia, o debate sobre o controle humano continua central. A integração da IA e de serviços de satélites (como a Starlink) nas comunicações militares mostra que a guerra moderna não se limita mais apenas ao solo, mas depende inteiramente da soberania sobre os dados e a infraestrutura digital.


Fontes: Extra – Globo, Revista Veja, Gazeta do Povo.

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