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Como a Realidade Virtual está contribuindo para a apresentação de Projetos de Arquitetura e Engenharias

por Simone Tagliani | 18/03/2021

A realidade virtual evoluiu bastante nas últimas décadas e agora podemos ver projetos de arquitetura e engenharia em três dimensões

Certamente você já deve ter ouvido falar em realidade virtual. Esta é uma tecnologia que recentemente ficou muito mais popular e parece que agora tem invadido as casas e os escritórios pelo mundo!

Graças aos novos softwares e aparelhos, incluindo os óculos de VR, com lentes próprias para enxergar vídeos e imagens em três dimensões ou gravadas em 360 graus, também ficou mais fácil apresentar projetos de arquitetura e engenharia realísticos para os clientes. Mas será que este sistema consegue realmente enganar o cérebro e convencer as pessoas? Saiba mais no texto a seguir!

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homem usando óculos de realidade virtual
Realidade Virtual – imagem de PIXNIO

Por que a tecnologia de realidade virtual é tão atrativa para as pessoas?

Não é nenhuma novidade o quanto as pessoas se sentem atraídas pelas tecnologias do futuro. E saber que agora é possível, de alguma forma, se tele transportar para um outro lugar e ter a experiência de conhecer novas paisagens é simplesmente fantástico! É essa a promessa que os dispositivos de realidade virtual sempre fizeram. Só que a diferença hoje é o poder de convencimento que os novos aparelhos apresentam; a resolução das imagens que eles oferecem, muito maior. Isto faz com que a experiência seja de boa qualidade, mas é claro que ela está longe de ser perfeita!

Os modelos de óculos VR de valor monetário mais baixo infelizmente podem, às vezes, oferecer em uma visão meio pixelizada, com programas que apresentam certo grau de lag. Em contrapartida, aqueles que custam mais caro conseguem oferecer um campo de visão mais amplo e mais sensível ao movimento – como é o caso daqueles aparelhos com função de giroscópio. Diferente disso, é difícil mostrar com precisão e ao mesmo tempo o que está em frente e ao lado dos olhos!

Veja também: Casas de repouso podem implementar atividades de realidade virtual com idosos

mulher jovem usando óculos de realidade virtual
Realidade Virtual – imagem de Pxhere

A produção de maquetes eletrônicas e a construção civil

Nas últimas décadas, foram surgindo diversos programas para modelagem e renderização de maquetes eletrônicas. Isso mudou a realidade da arquitetura e engenharia mundial. Agora os profissionais conseguem mostrar com mais precisão aos seus clientes como podem ficar, depois de construídos, os seus projetos. E recentemente, além da possibilidade da visualização em 3D, os profissionais passaram a contar também com sistemas para a adaptação das maquetes para realidade virtual – inclusive através de aplicativos para smartphones.

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projeto em tela de celular smartphone
Realidade Aumentada – imagem de Pixabay

O investimento na modelagem de maquetes eletrônicas é visto como positivo pelos profissionais, pois, deste modo, eles conseguem tornar as suas ideias mais atrativas e possíveis de serem concretizadas!

Em outros casos, as maquetes podem ainda servir de propaganda e atrair novos negócios, mas também como modelos de testes, revelando possíveis erros de concepção. Dentro disso, a realidade virtual tem como função apelar para as emoções dos clientes e convencê-los de aceitar as propostas.

Maquete eletrônica para obra de engenharia e arquitetura
Maquete eletrônica – imagem de Wikimedia

Quais as dificuldades encontradas pelos profissionais nos sistemas de realidade virtual?

Ao colocarmos um óculos de VR no rosto, podemos ter diversas reações diferentes. Algumas pessoas passam pelos estágios de surpresa e encantamento. Outras já sentem decepção, alegando que o sistema não conseguiu enganar o seu cérebro. E tem aquelas que sentem efeitos colaterais desagradáveis, como enjoo e cansaço visual.

Por que será que esses problemas acontecem? Esta pergunta é relevante porque pode decidir se o profissional deve se dedicar a transformar a sua maquete 3D simples em uma maquete de realidade aumentada!

criança usando dispositivo de realidade virtual
Imagem: Michael Efemena | Via Unsplash

Bem, especialistas no assunto explicam que parte dos problemas com a VR pode ser explicado pela neurociência. Primeiro porque o nosso cérebro possui um limite de percepção que nem mesmo as melhores tecnologias podem ajudar. Porque nem mesmo a realidade virtual com a melhor das resoluções poderia substituir a experiência de se ver algo ao vivo; ou por que às vezes existe a possibilidade de que a simulação entregue pelo computador e a expectativa cerebral não sejam as mesmas.

Quantas reações colaterais, elas são provocadas pela própria confusão que o cérebro tem ao tentar se ajustar a esta função de realidade virtual. Isso pode acontecer por vários motivos. Por exemplo, pela pessoa utilizar o óculos da maneira errada – tipo sentada -; por causa da anatomia da própria pessoa; pelos movimentos muito bruscos que ela faz com a cabeça – dificultando a acomodação visual -; ou pela própria lente do óculos ser de má qualidade. 

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Imagem de Revista Algomais

O fato é que as tecnologias de realidade virtual e de 3D estão melhorando pouco a pouco. Mas definitivamente elas estão longe daquilo que chamamos de perfeição. Existe um longo caminho para a ciência percorrer até se chegar a softwares e equipamentos que ofereçam a melhor experiência que poderíamos ter! Inclusive, o que temos disponível hoje infelizmente não oferece segurança para todos. Fique atento!

São pessoas que não podem utilizar tais sistemas em demasia ou por muito tempo: com transtornos psiquiátricos, com problemas cardíacos, com alguma anomalia de visão, doenças crônicas graves, que estejam sob efeito de drogas ou álcool, estresse, cansaço excessivo, dores de enxaqueca e dores de ouvido.


Fontes: Tecmundo, Tudo Celular, UOL, G1, Construej.

Já usou algum desses dispositivos? Conta para a gente nos comentários!

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.