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Rainbow Dash: robô do Google aprende a caminhar em poucas horas

por Larissa Fereguetti | 12/03/2020

Ver um robô caminhando não parece algo tão novo, mas o feito do Rainbow Dash representa um grande avanço para a robótica. Com quatro patas, ele aprendeu a andar para trás e para frente e virar à direita e à esquerda em algumas horas.

O Rainbow Dash foi criado por pesquisadores da Google em parceria com a University of California – Berkeley e do Georgia Institute of Technology. Para realizar essa façanha, eles usaram uma técnica de aprendizado de reforço profundo.

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robô rainbow dash em movimento
Rainbow Dash em movimento em diferentes superfícies. Imagem: github.com/BraneShop

O aprendizado por reforço profundo (deep reinforcement learning) combina abordagens de aprendizado por reforço com aprendizado profundo (deep learning), em que a escala do aprendizado de máquina tradicional é bastante expandida com enorme poder computacional.”, afirma o site TechXplore.

A grande novidade do Rainbow Dash

Um dos motivos pelos quais isso é uma novidade para a robótica é porque a maioria das implantações de aprendizado por reforço acontece por simulação de computador, enquanto o Rainbow Dash aprendeu a andar em um ambiente físico real. Isso aconteceu um ano após os pesquisadores conseguirem fazer com que os robôs aprendessem a andar em ambientes físicos.

O Rainbow Dash andou em diferentes superfícies: desde um colchão de espumas até um tapete rugoso. Ao andar, o robô o fez sem um mecanismo de ensino dedicado (como instruções humanas ou dados de treinamento rotulados). Essa forma de machine learning é diferente do supervisionado ou não supervisionado que usam dados de treinamento rotulados.

O vídeo abaixo mostra o robô andando e explica todo o processo e a pesquisa:

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Apesar de os pesquisadores acreditarem que o Rainbow Dash tenha andado sozinho, houve intervenção humana no processo, uma vez que os pesquisadores precisaram impor limites para impedir que o robô saísse da área definida. Além disso, eles também criaram algoritmos específicos para impedir que o robô caísse, como restringindo alguns movimentos.

O pré-print do artigo científico que descreve o feito foi publicado no ArXiv. Lá você pode conferir toda a pesquisa.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.