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Novos Horizontes Cósmicos: O Sistema Solar de Trappist-1 e a Busca da NASA pela Vida

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por Clara Ribeiro
| 24/02/2017 | Atualizado em 29/09/2023 4 min
Imagem de ryujintmvn em Freepik

Novos Horizontes Cósmicos: O Sistema Solar de Trappist-1 e a Busca da NASA pela Vida

por Clara Ribeiro | 24/02/2017 | Atualizado em 29/09/2023
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Nota: Antes de mencionar as descobertas da NASA, queremos comentar que, na sexta-feira (29) de setembro de 2023, a última Superlua do ano aparecerá devido à sua proximidade com a Terra. É chamada de Superlua da Colheita e é a quarta do ano. Ela será visível a partir das 18h28, durando até as 6h33 de sábado (30), horário de Brasília.

Para observá-la, olhe para o leste, e os melhores momentos são na primeira hora após o surgimento. Ela pode exibir cores variadas devido à atmosfera. A distinção de tamanho e brilho em relação a outras luas cheias é devido à sua proximidade com a Terra.

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A saber, as Superluas ocorrem quando a Lua está próxima do ponto mais próximo da Terra (perigeu).

Novos Horizontes Cósmicos: O Sistema Solar de Trappist-1 e a Busca da NASA pela Vida
Imagem reprodução Vox, via Olhar Digital

A busca por vida além da Terra continua a avançar, e estamos mais perto do que nunca de fazer descobertas significativas. Não estamos mais falando apenas sobre a possibilidade de viver em Marte, mas sim sobre a existência de planetas muito semelhantes ao nosso em outros sistemas solares. Esta emocionante revelação foi feita pela NASA em um anúncio de 2017.

Sistema Solar de Trappist-1
Imagem de vecstock em Freepik

A agência espacial anunciou, há alguns anos, a descoberta do primeiro sistema solar com sete planetas do tamanho da Terra, um marco na história da exploração espacial. Este sistema está localizado a aproximadamente 39 anos-luz de distância, o que, embora pareça longe, é relativamente próximo em termos cósmicos.

No entanto, a verdadeira empolgação reside nos detalhes. Dos sete planetas encontrados, três estão localizados dentro da zona habitável de sua estrela hospedeira, o que significa que têm o tamanho certo e as condições adequadas para sustentar a vida humana, incluindo a presença de água líquida. Os outros planetas estão em órbitas que não favorecem a existência de água líquida, seja devido à proximidade excessiva ou à distância excessiva de sua estrela, resultando em escassez de água ou rios congelados.

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Além disso, esses novos mundos orbitam em torno de uma estrela anã semelhante ao nosso Sol, chamada Trappist-1, que, apesar de ser menor que o Sol, é maior do que Júpiter. Esses planetas também têm massa semelhante à da Terra e composição rochosa, tornando-os alvos ideais para estudos futuros e aumentando ainda mais as expectativas.

As observações da NASA

Sistema Solar de Trappist-1
Imagem de vecstock em Freepik

Em relação à possibilidade de vida, a NASA está otimista. Além de terem massa e água, observações preliminares sugerem que um desses planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera, o que abriria a possibilidade de realizar fotossíntese. No entanto, é importante lembrar que a vida humana requer mais do que apenas oxigênio, incluindo metano e ozônio.

Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da NASA, afirmou em um estudo publicado na revista Nature que agora não se trata mais de "se" encontraremos vida nesses planetas, mas sim de "quando".

A busca por vida continuará com a análise das moléculas presentes nas atmosferas desses planetas, com a ajuda de telescópios na Terra e o Telescópio Espacial Hubble. Além disso, o Telescópio James Webb, lançado ao espaço em 2018, desempenhaum papel fundamental na obtenção de novas informações, pois é equipado com tecnologia infravermelha ideal para analisar a luz emitida pela estrela Trappist-1.

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Particularidades sobre o sol "deles"

É importante notar que, embora esses planetas compartilhem semelhanças com a Terra e tenham uma estrela hospedeira parecida com o Sol, a Trappist-1 é significativamente menor e mais fria que o nosso Sol, com apenas 1/12 da sua massa e uma temperatura superficial bem mais baixa.

Mesmo que a vida não seja encontrada neste sistema, as condições indicam que ela poderia se desenvolver ao longo do tempo, pois a Trappist-1 é uma estrela relativamente jovem, que queima hidrogênio muito lentamente e deve existir por mais de 10 trilhões de anos, proporcionando tempo suficiente para a evolução da vida.

Com mais de 20 anos de busca, durante os quais os cientistas catalogaram mais de 3.400 exoplanetas, estamos à beira de fazer descobertas incríveis que podem redefinir nossa compreensão do universo e nossa posição nele. Continue acompanhando as próximas revelações sobre esses novos planetas, pois elas prometem expandir nossos horizontes cósmicos de maneiras emocionantes.

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Fonte: Exame | Imagens: Nasa

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em Arquitetura e Engenharia, especialista em redação SEO, edição e revisão de textos, Marketing de Conteúdo e Ghost Writer, além de Redação Publicitária e Institucional; ávida consumidora de informação, amante das letras, das artes e da ciência.

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