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O que você precisa saber sobre o sistema solar com 7 planetas descoberto pela NASA

por Clara Ribeiro | 24/02/2017
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A vida fora da Terra está cada vez mais próxima. E não estamos falando da possibilidade de se mudar de mala e cuia para Marte, não, e sim de planetas bem parecidos com o nosso, mas que estão em outro sistema solar. Trata-se da mais nova descoberta da Nasa anunciada nesta quarta-feira, 22.

A agência revelou ter encontrado o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. Ele está a cerca de 39 anos-luz de distância, uma distância que pode ser considerada relativamente pequena.
Mas a maior novidade ainda está por vir. É que dos sete planetas descobertos, três estão dentro de uma zona habitável. Ou seja, além de terem uma dimensão semelhante a da Terra, eles apresentam condições que permitem a vida humana como água líquida, por exemplo. Os demais não estão situados em locais que favorecem a existência de água líquida por estarem muito próximos ou distantes do sol – ou têm escassez deste recurso ou têm rios congelados.
Além dessas características, os novos planetas orbitam uma estrela anã um pouco parecida com ao nosso Sol, chamada Trappist-1, que seria maior do que Júpiter. Outro alento nessa descoberta é que eles também têm a mesma massa que a Terra e composição rochosa, o que ajudaria bastante a continuidade dos estudos e aumentaria as expectativas.

Apesar de três astros apresentarem esses perfis, a Nasa trabalha com a hipótese de que pelo menos um deles tenha a temperatura perfeita para a formação e manutenção de oceanos com água no estado líquido.

O que mais a Nasa observou?

A mesma massa e a existência de água, e consequentemente vida, não são as únicas semelhanças com nosso planeta. Observações preliminares indicam que um desses astros pode ter oxigênio em sua atmosfera. Isso daria a possibilidade de realizar fotossíntese por lá. No entanto, é preciso lembrar que nós, humanos, precisamos de mais elementos que oxigênio para sobreviver, como metano e ozônio.
Segundo Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, em estudo publicado na revista Nature, há muitas chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’”, diz ele.
A análise das moléculas presentes nas atmosferas dos planetas serão feitas com a ajuda de telescópios presentes na Terra e o telescópio espacial Hubble. Além deles, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, será um dos protagonistas na busca por novas informações, pois contará com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.

Particularidades sobre o sol “deles”

É válido saber que a similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, assim como a presença da estrela anã Trappist-1, não fazem dela um verdadeiro Sol, tal qual o que ilumina o Planeta Água. Isso porque essa estrela tem apenas 1/12 da massa do Sol que conhecemos, além de ter uma temperatura bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que “nosso” Sol atinge, aquela chega a apenas 4.150 graus em sua superfície.
Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.

Animado para as próximas revelações sobre os novos planetas? Nos últimos 20 anos os cientistas já atingiram a marca de 3.400 exoplanetas catalogados, então pode esperar que vem mais por aí! 

Fonte: Exame | Imagens: Nasa

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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