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Mulheres da Ciência: Marie Curie (1867 - 1934)

por Fabio Doom | 25/10/2016

Maria Sklodowska, nasceu em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia, Polônia. Filha do professor de física e matemática Wladyslaw Sklodowski e da cantora, pianista e professora Bronsilawa Boguska, a caçula de cinco filhos desde cedo mostrou-se uma excelente aluna. Aos onze anos Marie sofreu duas grandes perdas: sua mãe morreu vítima da tuberculose e sua irmã mais velha morreu de tifo.

Foto: Invivo

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Marie Curie meses antes conquistar seu primeiro prêmio Nobel (Foto: Invivo)

 
Parece que enfrentar e superar barreiras, com competência e brilhantismo, foi a sina de Marie Curie durante toda a sua vida. Para se formar em física e química, ela teve de ir estudar em Paris. Graduou-se na Sorbonne e, quando tentou retornar a seu país de origem para trabalhar em seu campo de estudo, foi recusada pela Universidade de Cracóvia pelo simples fato de ser mulher. Diante disso, ela estabeleceu-se definitivamente na França e, em 1895, casou-se com Pierre Curie, também físico.
 

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Pierre e Marie Curie (Foto: Historiando)

Juntos, eles iniciaram as investigações sobre a radioatividade (termo que ela inventou), recém-descoberta por Henri Becquerel em 1896. O francês havia descoberto que minérios de urânio emitiam uma estranha forma de radiação e o casal Curie contribuiu imensamente para a compreensão do fenômeno. Entre outras coisas, eles descobriram que a radiação era emitida pelos próprios átomos individualmente, e não por alguma interação molecular.

diploma Nobel de Física

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Diploma Nobel de Física de Marie Curie (Foto: Wikipédia)

Foi ela quem descobriu dois novos elementos químicos: o rádio e o polônio. Seu primeiro Prêmio Nobel pelas pesquisas sobre radiação, em 1903, foi dividido com seu marido Pierre Curie e o físico Henri Becquerel. O segundo, em química, em 1911, deveu-se à descoberta do elemento rádio. Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prémio Nobel, em áreas científicas distintas.

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Marie Curie presença forte entre os físicos de sua época. (Foto: La science mise au point)

 
Além disso, Marie encabeçou a implementação de um sistema de radiografia móvel durante a Primeira Guerra Mundial que ajudou no tratamento de milhões de soldados. Marie também contribuiu para a ciência ao aprisionar o gás que emanava do elemento rádio e enviar os tubos para o tratamento do câncer em hospitais do mundo inteiro.
Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934, de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte à morte de Marie.
O seu livro “Radioactivité” (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica.
A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora “Livros do Brasil”. Esta obra deu origem em 1943 ao argumento do filme: “Madame Curie”, realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie Curie.
Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: “Marie Curie: More Than Meets the Eye” (1997) e “Marie Curie – Une certaine jeune fille” (1965), além de uma minissérie francesa, “Marie Curie, une femme honorable” (1991).
 

filme

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Pôster da mini série “Marie Curie, une femme honorable” (Foto: Cinema in foco)

 

CURIOSIDADES

Marie Curie visitou o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Lindóia.
O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do Casal Curie.

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