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Kitesurf: uma inovação que pode reduzir as emissões de carbono no transporte marítimo em até 20%

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por Redação 360
| 19/07/2023 | Atualizado em 10/01/2024 5 min
Imagem reproduzida de Beyond the Sea

Kitesurf: uma inovação que pode reduzir as emissões de carbono no transporte marítimo em até 20%

por Redação 360 | 19/07/2023 | Atualizado em 10/01/2024
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Dentre os esportes aquáticos, o kitesurf combina surfe, windsurf e voo livre. Os praticantes utilizam uma prancha de surfe e são impulsionados pelo vento através de uma pipa, chamada kite. E é praticado em praias e locais com ventos consistentes, permitindo manobras acrobáticas e velocidade.

O kitesurf é popular entre pessoas de todas as idades, sendo especialmente apreciado por entusiastas de esportes radicais e atividades ao ar livre. No Brasil, o esporte é bastante popular, devido às extensas costas e condições favoráveis de várias praias. Mas essas tecnologia de pipa, utilizada no kitesurf para alcançar altas velocidades e realizar manobras aéreas desafiadoras, proporcionando uma experiência emocionante aos praticantes, agora inspira a ciência para revolucionar transporte marítimo. Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

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Kitesurf
Imagem reproduzida de Beyond the Sea

A busca da indústria naval por alternativas aos combustíveis fósseis

A indústria naval precisa encontrar alternativas aos combustíveis fósseis devido à necessidade de reduzir as emissões de carbono e combater o aquecimento global. Uma inovação inspirada no kitesurf tem o potencial de revolucionar o setor marítimo, reduzindo o consumo de combustível e as emissões de carbono.

As metas progressivas de redução estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (OMI) são de pelo menos 20% de redução até 2020 e pelo menos 70% até 2040 em comparação com os níveis de emissão de 2008. Além disso, a OMI estabeleceu a meta de emissões líquidas zero até "perto de 2050".

Neste momento, empresas francesas estão explorando uma ideia interessante, que é a adoção de tecnologias como da pipa utilizada no kitesurf para mpulsionar embarcações e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A saber, esse tipo de tecnologia poderia reduzir o consumo de combustível em média em 20% e tem potencial para ser aplicada em uma ampla gama de embarcações.

Kitesurf
Imagem reproduzida de Beyond the Sea

A expectativa é que o mercado de velas de pipa para embarcações possa valer quatro bilhões de euros até 2030, com cerca de 1.400 embarcações equipadas com essa tecnologia. Empresas como Beyond The Sea e Airseas estão realizando testes e desenvolvendo sistemas de pipa de maior porte para impulsionar navios maiores, contribuindo para a redução das emissões de carbono na indústria naval. Essa tecnologia pode reduzir o consumo de combustível em média em 20%.

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O potencial das pipas de kitesurf no setor marítimo

Parace que, de fato, a tecnologia de pipa do kitesurf adaptada tem o potencial de revolucionar o setor marítimo em termos de redução de consumo de combustível e emissões de carbono. A ideia é aplicar a mesma tecnologia de vento para impulsionar embarcações, desde iates até navios de carga, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

Perspectivas do mercado

A startup Beyond The Sea, por exemplo, testou uma vela inflável em um catamarã na Baía de Arcachon, no sudoeste da França. Utilizando um sistema de tração automatizado com guinchos e inteligência artificial, a pipa de 25 metros quadrados foi controlada para ajustar a posição da vela de acordo com as condições do vento.

De acordo com Yves Parlier, fundador da Beyond The Sea, o potencial desse sistema é enorme, considerando que existem quase 100.000 navios mercantes e 4,6 milhões de barcos de pesca em todo o mundo. Outra empresa francesa, a Airseas, também da França, sediada na cidade de Nantes, está testando uma pipa ainda maior. Já a associação Wind Ship, de Londres, prevê que o mercado de velas de pipa poderia valer quatro bilhões de euros até 2030, com cerca de 1.400 embarcações equipadas com essa tecnologia.

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Kitesurf
Imagem reproduzida de PolaRYSE via Airseas
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Por hora, a Beyond The Sea planeja realizar testes futuros com suas velas de pipa especialmente projetadas na Noruega, Japão e no Mediterrâneo. A empresa espera dobrar o tamanho de suas velas a cada ano, chegando a 800 metros quadrados em quatro anos. Esses esforços visam justamente atender às metas estabelecidas pela Organização Marítima Internacional.

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Os sistemas testados pela Beyond The Sea e Airseas

Em Arcachon, a startup Beyond The Sea usou uma vela inflável azul do tamanho de um pequeno estúdio para puxar um catamarã especialmente projetado pela água. A vela foi controlada por um sistema de tração automatizado no catamarã SeaKite, que utilizou guinchos e IA para ajustar a posição da vela. Esse teste deve inspirar o desenvolvimento de velas de pipa ainda maiores pela empresa.

Kitesurf
Imagem reproduzida de Beyond the Sea
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Já empresa Airseas testou uma pipa com 500 metros quadrados e já equipou um navio graneleiro da empresa japonesa K. Line, além de um navio roll-on, roll-off que transporta equipamentos para aviões A320 entre o porto francês de Saint-Nazaire e o porto de Mobile, no sul do estado americano do Alabama. Nos planos da empresa está, sobretudo, o desenvolvimento e aprimoramento do sistema Seawing.

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Imagem reproduzida de PolaRYSE via Airseas
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Fontes: Olhar Digital.

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