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Saiba como a força aérea dos EUA usa impressão 3D para componentes dos B-52, os aviões bombardeiros de mais longo raio de ação

por Joachim Emidio | 02/06/2021

O melhoramento por meio da tecnologia 3D fará com que as aeronaves B-52 continuem sendo usadas até o final da década de 2020. Entenda!

A força aérea dos EUA trabalha na impressão em 3D de componentes de seus aviões B-52. O melhoramento por meio da tecnologia 3D fará com que os veículos sigam em uso até o final da década de 2020.

Elementos do maquinário dessas aeronaves, que estavam antes obsoletos, podem agora ser reparados usando impressão 3D. Contudo, a força aérea norte-americana está sendo rigorosa e até devagar nos testes, a fim de que não haja resultados inesperados.

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Imagem extraída de Military.com

Componentes do B-52 já não são mais fabricados

Engenheiros da força aérea produziram um “junta anti gelo” para as turbinas TF33-P103 do Boeing. O componente faz parte do projeto original do B-52, produzido pela primeira vez no início dos anos 1960. Cada avião continha oito deles.

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Imagem extraída de HotCars
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Imagem extraída de izwest — LiveJournal

À medida que o veículo foi se tornando ultrapassado, alguns componentes avulsos se perderam ou se tornaram raros. As empresas que fizeram parte da produção já não estão mais em atividade. Sendo assim, o papel da impressão 3D no projeto foi fundamental. Antes disso, a única solução possível seria o reaproveitamento de peças de outros veículos.

Para isso, os envolvidos no projeto usaram uma junta de um OEM como modelo para imprimir novas peças, adaptadas ao B-52. Até agora foram produzidos 30 exemplares. Entretanto, é possível que esse número aumente logo. Além disso, é possível que a iniciativa mantenha os Boeings em uso ainda por muitas décadas.


Fonte: Wonderful Engineering.

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Joachim Emidio Ribeiro Silva

Pesquisador, professor e artista. Colaborador do E360, difunde notícias e atualidades da Engenharia e todos os seus desdobramentos. É especialmente curioso sobre os campos de intersecção entre Engenharia e Música, como a Acústica e a Organologia. Atualmente é pós-graduando em Performance Musical pelo Instituto de Artes da UNESP, em São Paulo, SP.