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Por que engenheiros trabalham em equipe?

por Larissa Fereguetti | 29/05/2019
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Você já deve ter percebido que os engenheiros raramente trabalham sozinhos. Mesmo que seja para prestar uma consultoria ou algo assim, normalmente o serviço sempre envolve outros profissionais. Isso pode nos levar a um questionamento: por que engenheiros trabalham em equipe?

engenheiros(as) trabalham em equipe
Imagem: hpci.net

Você pode comparar a profissão a outras e pensar que quase todas elas trabalham em equipe. Porém, parece que o trabalho na Engenharia é ainda mais dependente de outras pessoas, sejam elas engenheiras ou não.

Por ser muito ampla, de modo que interfere em vários aspectos em outras áreas, normalmente é preciso agregar mais de um profissional ao trabalho na Engenharia. Por exemplo, na construção civil há, normalmente, uma equipe composta por um engenheiro civil, um arquiteto, um engenheiro eletricista, etc. Todos eles se juntam com um objetivo comum, que é o projeto e a construção de uma edificação.

Outro motivo pelo qual os engenheiros trabalham em equipe é o fato de que projetos grandes requerem profissionais de várias áreas de conhecimento. Para desenvolver um estudo de impacto ambiental (EIA) de uma mineradora, por exemplo, a equipe pode ser composta por engenheiros ambientais, engenheiros de minas, biólogos, geógrafos, geólogos, sociólogos, etc. É praticamente impossível que um profissional sozinho consiga dar conta de todo o serviço (fazendo-o com qualidade e em tempo hábil).

Para desenvolver uma nova tecnologia, podemos ver engenheiros de controle e automação, engenheiros mecânicos, engenheiros da computação, programadores, cientistas da computação, técnicos em informática e mais profissionais compondo o time. Esse é só mais um exemplo dentre os inúmeros que poderíamos citar.

engenheiros(as) trabalham em equipe
Imagem: lynda.com

Claro que há pessoas que não se dão bem trabalhando em equipe. Isso é perfeitamente normal e precisa ser aceito pela sociedade. Não é uma questão de individualismo ou de se achar superior, é apenas uma característica da pessoa. Nesses casos, é preciso optar por uma área de atuação que não tenha muita necessidade de trabalhar em equipe.

Ainda, vamos admitir que quase ninguém gosta de trabalho em grupo durante a faculdade. Afinal, é difícil trabalhar com os coleguinhas, estabelecer prazos e exigir um resultado com qualidade. Isso normalmente acontece porque cada um tem uma meta diferente (uns estão felizes com nota 60, outros já querem 100).

Nesse sentido, felizmente, trabalhar em equipe no mercado de trabalho é, quase sempre, diferente de um trabalho em grupo de faculdade (aquele que ninguém faz nada e você quer matar todo mundo), ou, pelo menos, deveria ser. O esperado é que, no mercado de trabalho, quem não cumpra as exigências fique sob o risco de ser dispensado do serviço e, certamente, ficar desempregado é muito pior que tirar nota ruim em algum trabalho (pelo menos para a maioria). Ainda, as pessoas tendem a cumprir prazos e fazer o serviço direito, sem prejudicar os coleguinhas. Afinal, o sucesso ou o fracasso é da equipe como um todo.

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Imagem: videoblocks.com

De modo geral, trabalhar em equipe pode render mais benefícios para a vida profissional. Além de aprender mais, a qualidade do trabalho pode ser melhor e ele pode ser desenvolvido de forma mais rápida. Entretanto, é preciso saber lidar com a equipe: dividir tarefas, cumprir seus prazos, buscar a excelência, entender que é preciso agir como time e não como em uma competição interna. Isso requer, na maioria dos casos, um bom líder.

Resumindo, engenheiros trabalham em equipe porque a engenharia é interdisciplinar. Seus efeitos têm impactos (positivos e negativos) em várias áreas do conhecimento, de modo que é necessário agregar outros profissionais (sejam eles engenheiros ou não).

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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