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Engenheiros criam dispositivo de pele que é um “ar-condicionado pessoal”

por Larissa Fereguetti | 07/01/2020
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Falar em um “ar-condicionado pessoal” que não consome energia elétrica e é todo seu parece um sonho de consumo para muitos brasileiros, principalmente para quem precisa trabalhar no verão. Aparentemente, esse sonho está bem perto de ser real, visto que alguns engenheiros da University of Missouri inventaram um dispositivo implantável na pele que pode reduzir a temperatura do corpo.

Além de ser um “ar-condicionado pessoal”, ele também tem inúmeras aplicações voltadas para os cuidados com a saúde humana: monitora a pressão sanguínea, a atividade elétrica do coração e o nível de hidratação da pele. Nessas funções ele até parece como muitos gadgets já disponíveis no mercado (como os relógios inteligentes), mas a função de resfriamento no corpo supera as demais, além do fato de que sua concepção é diferente (como mostra a imagem abaixo).

ar-condicionado pessoal
Ar-condicionado pessoal desenvolvido na pesquisa. Imagem: techxplore.com

Para fornecer esse ar-condicionado pessoal, o dispositivo usa um processo denominado resfriamento passivo, o qual não usa eletricidade. O que ele faz é refletir a luz solar para longe do corpo humano para minimizar a absorção de calor. Ao mesmo tempo, ele que permite maior dissipação de calor pelo corpo. O resultado é um resfriamento de cerca de 11 graus Fahrenheit no local em que o dispositivo está conectado.

Até o momento, o dispositivo consiste em um pequeno patch com fio. Os pesquisadores acreditam que pode levar de um a dois anos para projetar uma versão sem fio. O objetivo é aplicar a mesma tecnologia a roupas inteligentes, como um tecido, o que permitiria que o resfriamento fosse aplicado ao corpo todo e não só a uma região.

O artigo completo com a pesquisa foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Nele, os autores afirmam que o desempenho do “ar-condicionado pessoal” desenvolvido é comparável aos convencionais, rígidos e não porosos já existentes. É provável que, se um dispositivo desses entra no mercado, seja local ou na forma de tecidos, muita gente vai comemorar.

Fonte: TechXplore

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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