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Conheça o MagLev-Cobra, trem de levitação magnética brasileiro

por Larissa Fereguetti | 02/07/2015
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O transporte público brasileiro é um verdadeiro caos. Não só pela sensação de sardinha enlatada sentida no interior de metrôs ou ônibus, mas também pelas filas enormes, horários bagunçados, trânsito intenso e por aí vai.

Em contrapartida, uma realidade que parecia tão distante já está mais perto do que podemos imaginar: um trem de levitação magnética nacional.

Imagem: maglevcobra.coppe.ufrj.com

Imagem: maglevcobra.coppe.ufrj.com

O MagLev-Cobra é o primeiro trem de levitação magnética nacional e foi desenvolvido pela UFRJ. Além de sustentável, ele também tem benefícios econômicos e sociais. A fase de testes começou ainda em 2014. O projeto é coordenado pelo engenheiro Ricardo Stephan, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ.

Ao invés de rodas, um trem de levitação magnética, como o próprio nome diz, levita. Ou seja, literalmente flutua.

O funcionamento desta tecnologia tem como base o princípio de repulsão de dois imãs. Na verdade, no caso do MagLev-Cobra a repulsão ocorre entre um imã, que fica nos trilhos, e um supercondutor, acoplado ao trem. O supercondutor é uma cerâmica e é capaz de espelhar campos magnéticos e simular um imã, porém com a vantagem de proporcionar maior estabilidade.

Imagem: skyscrapercity.com

Imagem: skyscrapercity.com

A diferença do MagLev-Cobra para os outros trens de levitação utilizados fora do País é justamente o uso do supercondutor, o que torna mais eficiente. No entanto, os trens utilizados no exterior podem atingir até 500km/h, por circularem em grandes distâncias, enquanto o MagLev-Cobra atinge entre 70 e 100km/h, sendo projetado para circular em meio urbano.

Imagem: planeta.coppe.ufrj.com

Imagem: planeta.coppe.ufrj.com

Em comparação com trens convencionais, o MagLev possui a vantagem de ser mais silencioso, com menor poluição atmosférica e menor consumo energético. O protótipo do trem possui formato oval e tem 30m de extensão. Ele é acionado por um motor síncrono de armadura longa, alimentado com inversor de frequência. A linha localiza-se no interior do campus da UFRJ.

O vídeo abaixo mostra uma incrível explicação do projeto.

Wingardium leviosa!


 
Referências: MagLev-Cobra; Ciência Hoje.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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