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Colapso das Correntes Oceânicas pode Impactar as Engenharias: Estudo Atualiza Previsões

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por Redação 360
| 18/08/2023 | Atualizado em 29/08/2023 5 min
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Colapso das Correntes Oceânicas pode Impactar as Engenharias: Estudo Atualiza Previsões

por Redação 360 | 18/08/2023 | Atualizado em 29/08/2023
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Atualização: Em final de agosto de 2023, a temperatura oceânica atingiu recorde de 21,1 °C, repetindo marca de abril. Esse aumento resulta de exposição uniforme à luz solar nas duas hemisferas, entre março e abril.

O aquecimento prejudica absorção de dióxido de carbono, intensificando efeito estufa e gerando consequências, como eventos climáticos extremos e insegurança energética. Impactos afetam regiões distantes do litoral, biodiversidade marinha, pesca e recursos hídricos. Reduzir emissões de gases de efeito estufa, abandonar combustíveis fósseis, combater desmatamento e criar mecanismos de captura de carbono, como reflorestamento, são urgentes. Brasil pode liderar negociações de carbono devido a seu potencial florestal.

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Começamos este texto do Engenharia 360 citamo o AMOC, que é um complexo sistema de correntes oceânicas. Talvez você não saiba, mas o mesmo desempenha um papel vital na regulação do clima global ao redistribuir calor pelo oceano, ou seja, crucial para a estabilidade do planeta. Contudo, um estudo recente alerta que o AMOC corre o risco de colapso devido às temidas mudanças climáticas. Mesmo assim, o cenário atual é tão dramático que demanda ações imediatas para conter as mudanças climáticas e a poluição. Saiba mais no texto a seguir!

Correntes Oceânicas pode Impactar
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Compreendendo melhor o sistema AMOC

Vamos às explicações! Antes de tudo, você deve saber que a corrente oceânica que faz parte do sistema AMOC (Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico) é a Corrente Meridional do Atlântico.

O que o sistema AMOC faz? Ele transporta água quente dos trópicos para o Atlântico Norte, onde a água esfria, torna-se mais salgada e afunda no oceano, antes de se espalhar para o sul. Sim, é um ciclo! E isso tudo ajuda a regular os padrões climáticos globais. Enfim, por isso, como dito antes, os cientistas estão preocupados com a instabilidade do AMOC, sabendo que ele desempenha um papel crucial no sistema climático global e que seu colapso teria efeitos dramáticos no clima, eventos climáticos extremos e padrões climáticos.

Agora, vamos voltar no tempo. É importante dizer que, há mais de 12.000 anos, o AMOC já entrou em colapso devido ao rápido derretimento das geleiras, levando a flutuações drásticas de temperatura no Hemisfério Norte. Inclusive, segundo um estudo publicado recentemente na revista Nature, o AMOC poderia entrar em colapso novamente em meados deste século, ou até mesmo em 2025. As estimativas variam, mas o ponto mais provável de colapso está entre 2039 e 2070.

Correntes Oceânicas pode Impactar
Imagem de R. Curry, Woods Hole Oceanographic Institution,
Science, USGCRP, via Wikipédia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Circula%C3%A7%C3%A3o_meridional_
de_capotamento_do_Atl%C3%A2ntico#/media/Ficheiro:OCP07_Fig-6.jpg

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Quais as recomendações dos cientistas

Os cientistas do estudo analisaram as mudanças nas correntes oceânicas, em particular a Corrente Meridional do Atlântico (AMOC), utilizando dados de temperaturas da superfície do mar no Atlântico Norte ao longo de um período de 150 anos entre 1870 e 2020. Eles subtraíram os efeitos do aquecimento global causado pelo homem para entender as mudanças nas correntes. E, infelizmente, há sinais de alerta precoce.

Peter de Menocal, presidente da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), uma instituição de pesquisa líder em oceanografia, expressa preocupação com as implicações do colapso do AMOC. Ele ressalta que o impacto seria globalmente perturbador e que medidas rápidas e eficazes são necessárias.

O relatório apresentado pelo estudo científico recomenda ações urgentes para reduzir a poluição que contribui para o aquecimento global, diminuir as temperaturas globais e retardar o degelo no Ártico.

Correntes Oceânicas pode Impactar
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Medidas urgentes recomendadas

  • Redução da poluição: Diminuir emissões de gases de efeito estufa de combustíveis fósseis, indústria e desmatamento.
  • Energias limpas: Investir em fontes renováveis como solar e eólica, reduzindo combustíveis fósseis.
  • Conservação de ecossistemas: Proteger/restaurar florestas e manguezais que absorvem carbono.
  • Políticas climáticas globais: Acordos internacionais para reduzir emissões de carbono.
  • Eficiência energética: Melhorar uso de energia em transporte/indústria para reduzir emissões.
  • Educação/sensibilização: Informar sobre mudanças climáticas, incentivar ações sustentáveis.
  • Pesquisa/inovação: Desenvolver tecnologias para combater/adaptar-se às mudanças climáticas.
  • Monitoramento/adaptação: Acompanhar mudanças climáticas e criar estratégias de adaptação.

Lembrando que a Engenharia desempenha um papel crucial ao desenvolver tecnologias inovadoras para reduzir emissões, como sistemas de energia renovável e eficiência energética em setores industriais e de transporte. Além disso, a Engenharia contribui ao projetar soluções para conservar ecossistemas, como métodos avançados de reflorestamento e gestão sustentável de recursos naturais.

Dito isto, através de pesquisa e desenvolvimento contínuos, a Engenharia pode impulsionar a transição global para práticas mais sustentáveis, ao mesmo tempo que monitora e adapta-se às mudanças climáticas por meio de sistemas de vigilância e estratégias de resiliência.

Correntes Oceânicas pode Impactar
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Quais as possíveis consequências do colapso do sistema de correntes oceânicas

A instabilidade das correntes oceânicas, especialmente a possível falha da Corrente Meridional do Atlântico, afetaria os padrões climáticos globais, levando a consequências graves.

Para começar, as mudanças climáticas podem resultar em invernos mais extremos, aumento do nível do mar, alterações nas monções tropicais e tempestades tropicais mais intensas. Essas mudanças influenciariam a temperatura e a precipitação em diferentes partes do mundo, causando, por exemplo, invernos mais frios na Europa e possíveis transformações abruptas em outros sistemas climáticos. Contando com o fenômeno El Niño que, junto ao colapso das correntes, poderia intensificar ainda mais os efeitos, afetando os padrões atmosféricos e oceânicos e aumentando os impactos em todo o mundo.

Pensando em tudo que foi dito, podemos até resumir como as consequências do colapso do sistema de correntes oceânicas impactaria de várias maneiras as engenharias:

  • Necessidade de mais investimentos em infraestruturas costeiras, como portos, instalações industriais e cidades costeiras.
  • Também necessidade de mais construções de estruturas costeiras, como diques, quebra-mares e sistemas de proteção contra tempestades.
  • Reforços estruturais, laudos de estabilidade e criação de novas soluções para infraestruturas, como pontes, estradas, píeres, marinas e edifícios, devido a variações mais extremas de temperatura e condições climáticas.
  • Novas estratégias para abastecimento de água potável, produção de energia por meio de correntes marítimas e ecossistemas marinhos, que pode ficar afetado e isso se refletir na infraestrutura.
  • E planos de proteção e gestão da estabilidade e operação de estruturas offshore, como plataformas de petróleo e gás, parques eólicos marinhos e instalações de energia renovável, podem ser afetadas por mudanças nos padrões de correntes oceânicas, afetando sua estabilidade e operação.

Nota: No dia que este texto saiu ao ar, em 18 de agosto de 2023, saiu uma matéria na Internet contando a boa notícia de que cientistas da Universidade Virginia Tech transformaram plástico em sabão usando aquecimento para quebrar as cadeias do polímero em fragmentos curtos. Isso é promissor para a reciclagem global e combate à poluição plástica. Esse estudo foi inicialmente publicado na Science.

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Fontes: Agronews TV, CNN.

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