Então é Natal… E você precisa estar pronto para enfrentar aquela reunião de família (mesmo que virtual). Claro que família é família, aquelas pessoas que te amam incondicionalmente, mas ninguém merece aquelas perguntinhas básicas, não é mesmo? Se você precisa encarar isso todo ano, certamente vai se identificar com essas coisas que engenheiros/estudantes de engenharia passam no Natal em família. Confira nossa lista e veja algumas dicas para conseguir escapar (quase ileso).
1. Vai formar quando?
“Já formou?” “Ainda não formou?” “Vai formar quando?” “E a formatura?”… Parecem perguntas diferentes, mas o significado de todas elas é o mesmo. A diferença é que cada parente questiona com palavras diferentes e, antes que a noite termine, você já escutou a palavra formatura tantas vezes que tem vontade de sentar e chorar. É bom que você prepare a resposta antes de tudo começar. Nessas horas, vale tudo: jogar a culpa no mercado de trabalho, dizer que vai aproveitar o máximo da faculdade/estágio, afirmar que quer se dedicar aos estudos e ser um bom engenheiro, por isso não está com pressa, etc.
2. E o emprego?
“Já arrumou um emprego?” “Vai parar de depender dos seus pais quando?” “Você precisa de um emprego”… Aparentemente, todo mundo acha que a faculdade de engenharia vem com um emprego dos sonhos, carro do ano e mansão no bairro mais rico da cidade. Quando você explica que o mercado não está favorável, eles dizem “mas você é engenheiro”, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Neste caso, a dica é… ops, não tem dica para esta situação! Boa sorte!
3. O que a sua engenharia faz?
“É engenharia de que?” “Existe isso?” “Você faz o que?” “Mas isso é engenharia?” “Deveria ter feito civil!” “O seu primo/filho da fulana fez civil e já está empregado”… Convenhamos: muitos parentes só conhecem a engenharia civil. Outros, ainda conhecem a elétrica, a mecânica, a química e outras poucas. Porém, muitos não reconhecem sua engenharia e ficam perguntando o que você faz da vida. Explicar é uma tarefa difícil e, no final da noite, parece que você já decorou a definição da Wikipedia, de tanto que repetiu a mesma coisa.
No fundo, eles precisam entender que não é gentil desmerecer um curso. No caso das engenharias, só você sabe o quanto sofreu para conseguir entrar no curso e o quanto deu o sangue e a alma para sair dele. Independentemente do que te digam, tenha orgulho do que você fez e de onde chegou.
4. O que você vai fazer depois de formar?
Todo mundo parece querer saber quais são os seus planos para o futuro, mesmo que nem você tenha um plano.
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5. Você pode projetar a minha casa? / Formata meu computador? / Arruma meu chuveiro? / Conserta meu carro?…
Essa pergunta normalmente depende da sua área de formação (mas nem sempre). É claro que, como parente engenheiro(a), todo mundo quer usar seus conhecimentos, mesmo que seja para algo que você não tenha ideia sobre como fazer por não ser sua área. E, claro, muitos esperam que você nem cobre pelo serviço. Neste caso, o seu único consolo é saber que todos os outros primos estão na mesma. Os parentes querem consultas dos primos médicos, consultorias de advogados, dieta dos nutricionistas, etc.
6. Que?
Essa é a pergunta que todo parente faz quando você usa uma explicação científica para justificar algo. Todo mundo vai parar, olhar para você, sacudir a cabeça como se você fosse louco e voltar a falar sobre futebol, política, etc. Ou seja: tenha em mente que ninguém quer escutar sobre as justificativas científicas no Natal (infelizmente), por mais empolgado que você esteja para compartilhar o que aprendeu nas aulas ou para falar do modelo do pudim de passas quando alguém reclamar delas.
7. Você ganha quanto?
Todo mundo sabe que esta não é uma pergunta educada. Porém, as pessoas continuam a usá-la, principalmente quando estão sob efeitos do álcool. Todos querem saber se a carreira está próspera, se você está ganhando bem ou se ainda ganha meio salário-mínimo no estágio.
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Larissa Fereguetti
Cientista e Engenheira de Saúde Pública, com mestrado, também doutorado em Modelagem Matemática e Computacional; com conhecimento em Sistemas Complexos, Redes e Epidemiologia; fascinada por tecnologia.