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Cientistas desenvolvem molécula que é capaz de armazenar energia solar

por Larissa Fereguetti | 02/09/2020
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Um dos usos possíveis é armazenar a energia para consumo posterior.

Em busca de um futuro sustentável, o uso de energias renováveis é cada vez mais incentivado. Porém, um dos empecilhos é que não é muito prático armazenar essa energia em larga escala, sendo necessária uma forma mais eficiente de fazer isso. Esse é um dos motivos que levou alguns cientistas a investigar a possibilidade de fazer o armazenamento de energia solar em uma nova molécula.

Bo Durbeej líder da pesquisa com energia solar e molécula que a armazena
Bo Durbeej, líder da pesquisa. Foto: Thor Balkhed para a Linköpings Universitet

Desenvolvida por uma equipe da Linköpings Universitet, na Suécia, tal molécula absorve energia da luz solar e armazena em ligações químicas. Bo Durbeej, professor da universidade e líder do estudo, afirmou que:

“Nossa molécula pode assumir duas formas diferentes: uma forma parental que pode absorver energia da luz solar e uma forma alternativa na qual a estrutura da forma parental foi alterada e se tornou muito mais rica em energia, enquanto permanece estável. Isso a torna possível armazenar a energia da luz solar na molécula de forma eficiente.”

Bo Durbeej, professor de física computacional no Departamento de Física, Química e Biologia na Linköpings Universitet

Primeiro, os pesquisadores fizeram a parte “teórica”: trabalharam em simulações avançadas em supercomputadores do National Supercomputer Center (NSC). Essas simulações mostraram que a molécula que foi desenvolvida sofreria a reação química que eles buscavam de forma rápida (200 femtosssegundos). Então, pesquisadores do Research Centre for Natural Sciences na Hungria foram capazes de construir a molécula e realizar experimentos que confirmavam a previsão teórica.

A molécula é do tipo “photowitches”, que fotossensíveis e estão disponíveis em duas formas que diferem em seus arranjos (isômeras). Ambas possuem propriedades diferentes e, no caso dessa pesquisa, a diferença é no conteúdo de energia. Para conseguir armazenar grandes quantidades de energia nessa molécula, os pesquisadores tentaram fazer com que a diferença de energia entre os isômeros fosse a maior possível.

Conformações da molécula consideradas no cálculo da pesquisa.
Conformações consideradas no cálculo da pesquisa. Imagem extraída do artigo científico publicado pelos autores (J. Am. Chem. Soc. 2020, 142, 32, 13941-13953 )

Durbeej afirmou que a maioria das reações químicas começa com uma condição na qual a molécula possui energia elevada e passa para um estado com baixa energia, mas que, no caso da pesquisa, eles fizeram o oposto e conseguiram fazer a reação ocorrer de forma rápida e eficiente. O próximo passo, agora, é avaliar como a energia armazenada pode ser liberada da molécula da maneira mais eficiente.

O artigo científico com os resultados obtidos foi publicado na revista Journal of the American Chemical Society. Clique aqui para conferir.

Referências: Linköpings Universitet; Phys.org.

Leia também: Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV) podem ser alternativa na geração de energia solar

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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