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As cidades inteligentes podem ser a solução para os atuais problemas urbanos?

por Larissa Fereguetti | 27/06/2019
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As cidades inteligentes estão em alta (uma delas é o Qatar, onde será a Copa do Mundo de 2022). Porém, isso não significa que a tecnologia vai milagrosamente resolver os problemas e todos viverão felizes para sempre.

Na verdade, o desafio cabe aos planejadores urbanos, profissão muitas vezes ocupada por engenheiros(as). É deles a responsabilidade de conseguir lidar com os atuais problemas das cidades, os quais envolvem a necessidade de um crescimento sustentável, mobilidade urbana, novas fontes de energia, saneamento básico, o foco no cidadão como elemento fundamental (e não os carros ou as avenidas largas) e mais. Claro que as tecnologias serão ferramentas fundamentais, mas não é possível contar apenas com elas.

cidades inteligentes
Imagem: itbrief.co.nz

Por exemplo, não é possível esperar uma tecnologia para remediar um problema quando é possível agir para evitá-lo. O mundo tecnológico é incrível, mas precisamos de humanos pensantes para planejar e saber aplicá-las. Afinal, um recurso mal implementado pode trazer mais consequências negativas que benefícios.

Pode até ser que a ideia de construir uma cidade inteligente partindo do zero tenha como base a tecnologia, mas ela não será nada sem planejamento e gerenciamento. Nas cidades que já sofrem os problemas urbanos atuais, então, a gestão adequada é fundamental.

Alguns exemplos de diferentes abordagens no planejamento urbano para a construção de cidades inteligentes são no Canadá e nos Estados Unidos. Enquanto o primeiro país convidou as comunidades a escolher seus desafios e soluções, o segundo resolveu colocar como foco a mobilidade.

Cidades inteligentes são a solução?

Cada cidade possui seus problemas específicos (que são muitos, no caso das cidades brasileiras) e suas peculiaridades, precisando de uma solução adequada a sua realidade. Ainda, não é só uma tecnologia que vai resolver todos os problemas ao mesmo tempo. É preciso saber combinar os recursos disponíveis e aplicá-los em conjunto, potencializando seus impactos positivos.

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Imagem: techrepublic.com

No caso das cidades europeias, o site European Smart Cities classifica os projetos voltados para as cidades em seis áreas diferentes: economia inteligente, população, governança, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida. É exatamente uma combinação de todas essas áreas que vai transformar as cidades em inteligentes.

Em resumo, é preciso que as cidades comecem uma transformação geral, atingindo a raiz dos problemas. Nem a melhor das tecnologias pode resolver um problema quando não há uma base sólida o suficiente para que ela possa ser aplicada. É preciso começar a resolver os problemas hoje e não ficar aguardando uma solução brotar do nada.

Assim, para construir cidades inteligentes é preciso que os planejadores saibam aplicar os recursos disponíveis. O cerne da questão não é político, religioso ou cultural (embora esses fatores possam influenciar). Ele cabe ao planejador urbano e, consequentemente, é uma missão para o(a) engenheiro(a) que optar por esse caminho.

Referências: Phys.org.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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