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5 autores de livros de ficção e algumas distopias | Lista 360

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3 min

POR Kamila Jessie 31/03/2020

Cansou da tela do computador? Nós separamos algumas sugestões de autores que tratam de ficção científica e cenários distópicos, além de um extra que questiona o amanhã, com base no nosso modus operandi atual como sociedade. Nada como a companhia de um livro.

Aldous Huxley (1894-1963)

Na distopia clássica “Admirável Mundo Novo”, o mundo imaginado por Aldous Huxley se baseia em futuro onde os seres humanos são gerados em laboratórios e condicionados a seguir as normais sociais pré-estabelecidas pelo Estado.

O autor Aldous Huxley e a capa da obra "Admirável Mundo Novo". Imagens: researchgate.net e wikipedia.com
Aldous Huxley e a capa da obra “Admirável Mundo Novo”, em inglês. Imagens: researchgate.net e wikipedia.com

George Orwell (1903-1950)

Este é o autor de títulos famosos como “A Revolução dos Bichos” e “1984”. A leitura não é muito densa e passa rapidamente. O que pode incomodar em ficções deste estilo é a sensação de opressão que a gente pode absorver.

Em “A Revolução dos Bichos”, os animais de uma fazenda resolvem se rebelar contra a exploração que sofrem dos seres humanos. Entretanto, acabam reproduzindo os mesmos comportamentos corruptos e autoritários.

Já no ilustre “1984”, Orwell criou um mundo centrado no “Big Brother”, um autocrata onipresente que lidera o regime político e o estilo de vida nessa distopia. A “teoria das guerras” apresentada nessa distopia põe em questionamento muito do que a gente vive atualmente, bem como o conceito da “novafala” ou “novilíngua”. Para quem ainda não leu, adiantamos que a sensação de confinamento pode abalar o emocional.

O autor George Orwell e coleção de edições da obra 1984, em inglês.
George Orwell e coleção de edições do livro 1984, em inglês. Fotos: revistabula.com e pngitem.com

Isaac Asimov (1920-1992)

Isaac Asimov fez algumas previsões interessantes do futuro, que é nosso presente. Isso incluía coisas como informatização em massa, cooperação global e robótica.

Dentre as obras de Asimov, há “Eu, Robô”, que é uma coletânea de contos abordando a evolução robótica em uma sociedade futurística. Mas, claro, devemos citar a premiada trilogia “A Fundação”, que é série futurística, que conta a história de um cientista que vê indícios de da destruição da humanidade e de todo o conhecimento por ela produzido. A partir disso, ele faz um plano que prevê as decisões que levarão a esse desfecho, tentando evitar que isso aconteça.

O autorIsaac Asimov e a trilogia "Fundação". Imagens: brasil.elpais.com e palavracabalistica.com.br
Isaac Asimov e a trilogia “Fundação”. Imagens: brasil.elpais.com e palavracabalistica.com.br

Douglas Adams (1952-2011)

“Não entre em pânico”, em letras garrafais no “Guia do Mochileiro das Galáxias” é definitivamente a frase que nós precisamos ler para fugir da angústia das distopias citadas anteriormente. A ficção de Douglas Adams, repleta do característico humor inglês, foi preditiva sobre muita coisa que vivemos no cenário atual, com um tom irônico e engraçado.

A série que é uma “trilogia de cinco” livros curtinhos de Adams é uma sugestão para quem gosta de ciência e uma boa risada. E, claro, é uma indicação para quem está em busca da resposta para a vida, o universo e tudo o mais.

O autor Douglas Adams e a coleção de livros  "Guia do Mochileiro das Galáxias". Imagens: revistagalileu.globo.com e acervo pessoal.
Douglas Adams e a coleção de livros “Guia do Mochileiro das Galáxias”. Imagens: revistagalileu.globo.com e acervo pessoal.

Yuval Noah Hahari (1976 – )

Este autor aqui deixa a gente um pouco confuso sobre o enquadramento em ficção ou não, afinal, Yuval combina história, ciência e filosofia.

Uma de suas obras “Sapiens: uma breve história da humanidade” descreve a história humana, mas não apenas fazendo um inventário histórico, mas questionando o que é a tal “sapiência”.

Entretanto, “Homo deus: uma breve história do amanhã”, outro título famoso do autor, projeta o futuro da espécie humana em um cenário em que a guerra se tornou obsoleta, a fome não existe mais e a morte é apenas um problema técnico. Nesse cenário, Yuval lança importantes questões, principalmente morais, em função do nosso avanço tecnológico e o que devemos esperar a nível de espécie.

Yuval Harari e a obra Homo Deus
Yuval Hahari e a obra “Homo Deus”. Imagens: g1.globo.com e amazon.com.br

Veja também: 7 museus de tecnologia para visitar virtualmente

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Kamila Jessie

Doutoranda em Hidráulica e Saneamento na USP, formada em Engenheira Ambiental e Sanitária, sonhadora em tempo integral, amante de ciências e inventividades.

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