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Pesquisadores desenvolvem alternativa biodegradável aos microplásticos

por Larissa Fereguetti | 20/08/2019
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Plásticos e microplásticos estão por todo lado (inclusive na sua comida) e são um problema gigantesco para o meio ambiente. Isso acontece porque eles podem levar anos para se decompor, permanecendo no ambiente e indo parar até no estômago de animais marinhos (e, consequentemente, no seu também).

Os números são absurdos: estima-se que 30.000 toneladas de microplásticos vão parar nos oceanos todos os anos. Isso seria o mesmo que a poluição causada por 5 bilhões de garrafas plásticas. 

Algumas legislações já proibiram o uso de microesferas de plásticos de cosméticos (como no Reino Unido), mas elas ainda estão presentes em muitos produtos. Então, há uma demanda pelo desenvolvimento de materiais substitutos que possam ser usados sem comprometer o meio ambiente.

Uma das ideias partiu da startup Naturbeads, que visa substituir os microplásticos desses produtos por microesferas biodegradáveis feitas de celulose. Tais microesferas são feitas usando uma solução de celulose que é forçada através de pequenos orifícios em uma membrana tubular, criando gotículas esféricas da solução que são removidas da membrana usando óleo vegetal. As esferas são coletadas e separadas do óleo antes do uso.

microplásticos
Imagem: phys.org

A Naturbeads fica na Universidade de Bath (no Reino Unido) e a tecnologia foi desenvolvida pelos professores Janet Scott e Davide Mattia. Eles fundaram a startup no ano passado para comercializar a tecnologia.

A Naturbeads foi premiada com uma parceria entre o UK Research and Innovation (UKRI) e o Sky Ocean Ventures (SOV), através do Plastic Research and Innovation Fund. Em consequência, ela receberá 582.842 libras para construir e testar um equipamento protótipo para a fabricação de microesferas de celulose.

microplásticos
Imagem: phys.org

A intenção é de que, com o protótipo, eles consigam produzir amostras em uma escala de quilogramas. Essas microesferas podem ser enviadas para as empresas de cosméticos para testes de novas formulações. Com isso, os professores estão entusiasmados com o fato de ver a tecnologia implantada comercialmente e contribuir para reduzir a poluição por plásticos nos oceanos.

Referências: Phys.org

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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