Engenharia 360

Os 12 maiores erros de engenharia que marcaram a história

Engenharia 360
por Simone Tagliani
| 13/06/2022 | Atualizado em 15/07/2022 6 min

Os 12 maiores erros de engenharia que marcaram a história

por Simone Tagliani | 13/06/2022 | Atualizado em 15/07/2022
Engenharia 360

“Quem nunca errou, que atire a primeira pedra!”, já disse Jesus. Ele tinha razão, pois todo humano comete falhas algumas vezes na vida, pois não somos perfeitos. Claro que agir de boa-fé, seguir os métodos corretamente, embasar escolhas em conhecimento e experiência, deve diminuir as chances de se cometer falhas. Por isso mesmo é que atividades mais complexas só devem ser realizadas por profissionais habilitados. Mesmo assim, os especialistas podem cometer descuidos. Infelizmente, quando se trata de erros de engenharia, as consequências geralmente são catastróficas, como já foi mostrado pela história. Veja a seguir!

1. Torre de Pisa – 1173

Construída na Itália, essa torre é um dos mais célebres pontos turísticos de todos os tempos. Mas seu projeto foi feito sobre uma base instável – composta de areia, lama e argila. Por isso é que ela apresenta essa forma caída como conhecemos hoje. Ao longo dos anos, diversos engenheiros estudaram como compensar esse erro, mas nada deu jeito. Por hora, os esforços são para assegurar que ela continue de pé, sem colocar em risco a segurança dos visitantes.

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Imagem reproduzida de Italianismo

2. Navio Vesa – 1628

Em sua viagem inaugural, esse navio, considerado o ‘mais poderoso do mundo’, com 64 canhões, naufragou e 30 tripulantes morreram. A causa foi um erro de engenharia. É que seu formato era assimétrico, sendo um lado mais espesso que o outro. Parece que os operários, que trabalhavam na construção de cada pedaço, usaram medidas diferentes.

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Imagem reproduzida de Epoch Times

3. Big Ben, 1857

Neste ano, o sino do Parlamento de Londres rompeu. O estrago foi tão grande que a peça precisou ser refundida e moldada novamente. Mas até o novo sino se rompeu; apesar de ser o mesmo utilizado até hoje, apenas em novo local. Depois se descobriu que a causa era o pêndulo central, com cerca de 330 quilos, era pesado demais para a estrutura.

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Imagem reproduzida de hardMOB

4. Boston – 1919

O dia 15 de janeiro deste ano ficou conhecido como o dia do “Grande Dilúvio de Melaço”, com 150 pessoas feridas e 21 mortas. Tudo tem a ver com um grande tanque usado pela produtora de etanol Purity Distilling Company que explodiu a 15 metros de altura do chão. Esse não foi um erro de engenharia, mas de não engenharia, pois a empresa não havia contratado profissionais qualificados para confeccionar o projeto do tanque, montado inadequadamente.

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Imagem reproduzida de Wikiwand

5. Tacoma Narrows – 1940

Essa ponte pênsil, desde a sua construção, já oscila transversalmente com as correntes de vento. Mas o que os projetistas talvez não tenham previsto eram as forças aerodinâmicas no local em dias específicos que a tornavam ainda mais vulnerável às vibrações geradas pelos ventos mais o movimento dos veículos. Depois de quatro meses inaugurada, a estrutura desabou. Só depois desse evento é que os engenheiros se dedicaram mais a estudar os efeitos de fenômenos ondulatórios – ou Aerodinâmica das Estruturas, também analisada pela Arquitetura.

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Imagem reproduzida de Museu de Imagens

6. Barragem de Banqiao – 1975

Em 1950, era iniciada a construção de uma das 62 barragens da província de Henan, na China. Na época, o hidrólogo Chen Xing advertiu que a obra apresentava falhas de segurança em seu projeto, que poderiam acarretar um desastre. E isso, de fato, aconteceu anos depois, quando uma onda de 7 metros de altura e 50 km/h, gerada em decorrência do Tufão Nina, bateu contra ela, fazendo-a ceder completamente.

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Imagem reproduzida de Pensamento Verde

7. Chernobyl – 1986

Da nossa lista, certamente este seja o pior exemplo de catástrofe. O desastre na Central Nuclear de Chernobyl foi um erro de engenharia. Na época, as hastes controladoras que deveriam controlar as reações em cadeia que acontecem com o Urânio-235. Mas elas falharam, resultando em uma explosão química que matou cerca de 4 mil pessoas.

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Imagem reproduzida de O Globo

8. Ônibus Espacial Challenger – 1986

Esse era para ser o primeiro ônibus espacial da NASA lançado ao espaço com uma civil. Mas, durante a decolagem, as juntas de borracha que vedavam o lado direito do foguete de combustível sólido falharam no ar. Isso quebrou o mecanismo de selamento, permitindo que o gás quente do motor da nave alcançasse a parte externa e invadisse o tanque de combustível, gerando a combustão e, consequentemente, a explosão. Todos a bordo morreram.

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Imagem reproduzida de Hypeness

9. Ponte Tate Modern-Catedral de Saint Paul – 2000

Essa ponte, de 350 metros de comprimento, era para ser um marco do início do novo milênio em Londres, na margem sul do rio Tâmisa. Logo que inaugurada, apresentou um problema que os engenheiros chamam de “pisada sincronizada”, o efeito de ficar tremendo e aumentando a oscilação no compasso da caminhada dos pedestres. É que, durante o projeto, foram consideradas as cargas de passos sincronizados de cima para baixo, mas não o efeito para os lados. Para resolver isso, foi preciso instalar amortecedores para reduzir o balanço.

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Imagem reproduzida de Viajonários

10. Ponte em Laufenburg – 2003

Olha que curioso, a Alemanha mede a altura em relação ao Mar do Norte, já a Suíça mede como a sua vizinha, França, em relação ao nível do Mar Mediterrâneo. Quando uma ponte estava sendo erguida num povoado entre os dois países, esqueceram desse detalhe. O erro de cálculo – diferença de 54 centímetros – só foi percebido quando as duas metades da obra se aproximavam. Enfim, o lado alemão teve que ser rebaixado para que a estrutura pudesse ser completa.

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Imagem reproduzida de BBC

11. Nova Orleans – 2005

Essa cidade americana está abaixo do nível do mar. Ela foi construída sobre uma região de mangue, tendo o rio Mississippi cortando todo o seu território e formando uma rede de diques. As áreas secas, onde a maior parte das construções foram erguidas, são o resultado de um sistema de bombeamento e diques. Quando o furacão Katrina, de categoria 4, passou por lá, 80% dessas zonas foram inundadas, matando milhares de pessoas.

O motivo do desastre foi justamente o sistema de diques e canais antiquados, construído de forma desarticulada, inconsistente em qualidade, materiais e dados de projeto desatualizados. Sem contar que, de acordo com a opinião de especialistas, os engenheiros responsáveis não consideraram a má qualidade do solo debaixo da cidade.

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Imagem reproduzida de GZH

12. Deepwater Horizon – 2010

Esta era uma plataforma de petróleo localizada no Golfo do México. Ela explodiu por conta de uma falha mecânica que surgiu durante a fase final de perfuração de um poço de petróleo no subsolo marinho. No momento, 680 milhões de litros de petróleo foram lançados ao mar. 17 trabalhadores ficaram feridos, 11 pessoas morreram, além de 8 mil animais que foram expostos a uma grande mancha de óleo espalhada do mar até a costa de diversos estados do país.

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Imagem reproduzida de Diário de Notícias

Fontes: Mega Curioso, NTC Brasil, BBC.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais e Jornalismo Digital; estudante de Marketing; e proprietária da empresa Visual Ideias.

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