Imagine o seguinte: você acorda e o mundo está um caos; não há mais sinal de Internet ou telefonia, por isso não se consegue mais sacar dinheiro, realizar operações de compras, ter notícias de pessoas que moram distante de nós, e mais. Vamos piorar a perspectiva?
Neste cenário não é mais possível tocar as operações das fábricas ou mesmo a lida nas plantações de lavouras. Com medo de que logo falte alimento dentro de casa, as pessoas começam a realizar arrastões em lojas. Vizinhos discutem e carros batem nas esquinas, cujos semáforos já não funcionam mais.
Sabe o que pode ter acontecido? Uma tempestade geomagnética ou tempestade solar. Já ouviu falar? O Engenharia 360 explica mais no artigo a seguir. Confira!
O que é tempestade geomagnética ou solar
Para a ciência, tempestade geomagnética ou solar é quando há uma explosão de partículas eletricamente carregadas da superfície do sol. Elas partem do núcleo da estrela com grande energia — uma reação de fusão nuclear, liberando prótons e elétrons —, formando massa corporal, vento solar e erupção solar em um grande campo magnético.
As explosões decorrentes — que geralmente acontecem num período chamado de “máximo solar”, a cada onze anos — podem atingir corpos celestes ao redor, incluindo os planetas. Mas, pense bem, o que será que isso provoca?


Os possíveis efeitos das tempestades geomagnéticas
Blecautes de longa duração das redes elétricas, de comunicação e estações do gênero; destruição de satélites artificiais; interferência nos serviços de telefonia e rádio de alta frequência; danificações de objetos eletroeletrônicos; e mais. É isso que pode acontecer se o nosso planeta for atingido pela radiação de uma tempestade geomagnética ou solar. No céu, veríamos como um espetáculo comparado com auroras boreais e austrais. Ou seja, visualmente espetacular, mas terrivelmente danoso para o mundo como conhecemos; nossa sociedade mergulharia no caos. E em poucas horas poderia ser o nosso fim!
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Então, resumindo, as tempestades geomagnéticas ou solares seriam uma catástrofe para a Internet global. Sim, seria possível em poucos dias restabelecer a eletricidade. Porém, até lá, pense na confusão, com países inteiros isolados por este tempo considerável. Parte dos problemas vão ser evitados a medida que nós ampliarmos as estações de fibra óticas regionais. Mesmo assim, os cabos oceânicos estariam muito vulneráveis, assim como os satélites como do projeto Starlink, além dos sistemas de GPS e observações espaciais. Portanto, de qualquer forma, a situação seria muito preocupante!

Momentos em que a humanidade foi impactada por tempestades geomagnéticas
Essa preocupação com as tempestades geomagnéticas ou solares se intensificou durante a pandemia. As pessoas passaram a dar ainda mais importância aos benefícios que a Internet lhes proporciona e se perguntaram se o mundo está preparado para um evento cósmico desses. Bem, de fato, parece que não há protocolos eficientes que nos orientem sobre como lidar com problemas assim de forma rápida e eficiente. E ainda precisamos comentar que muitos governos se quer já discutiram sobre resiliência da Internet.

Os casos listados a seguir ensinam que estamos mais vulneráveis às tempestades geomagnéticas ou solares do que imaginávamos.
Eventos Carrington (1859)
Agulhas das bússolas ficaram girando descontroladamente depois que uma tempestade solar afetou o campo magnético da Terra. Na ocasião, telegrafistas receberam choques elétricos, e alguns postes produziram faíscas devido à descarga generalizada. E auroras polares puderam ser vistas de muitos lugares mais ao sul da Europa e América do Norte.
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Três dias de escuridão (1929)
A Estação Grand Central de Nova York ficou pegou fogo, derrubando a rede de telégrafos da cidade, depois de uma tempestade solar com três dias de duração.
O Grande Apagão do Canadá (1989)
Partículas liberadas na tempestade solar deste ano geraram um espetáculo de luzes no céu do Hemisfério Norte, mas também deixou milhares de pessoas em regiões como Quebec sem eletricidade durante horas e tirou do ar a comunicação via rádio da região.

Tempestade solar histórica eleva risco de radiação no espaço
Em janeiro de 2026, uma intensa explosão solar seguiu em direção à Terra e colocou autoridades espaciais em alerta. Classificada como nível S4 pelo SWPC, a tempestade foi classificada como a mais forte em mais de 20 anos, podendo aumentar a exposição à radiação, especialmente para astronautas na Estação Espacial Internacional, que opera com apenas três tripulantes. O fenômeno também provocou auroras fora do padrão e causar falhas em satélites, GPS e comunicações.
Nota: Cientistas encontraram em 2023 sinais da maior tempestade solar já registrada em anéis de árvores subfósseis nos Alpes Franceses, ocorrida há 14,3 mil anos. Essa tempestade foi pior que o famoso Evento de Carrington de 1859. A análise dos anéis revelou um aumento significativo nos níveis de radiocarbono, sugerindo que essa tempestade solar histórica pode ter injetado partículas energéticas na atmosfera.
Essas descobertas alertam para os riscos das tempestades solares extremas, que podem causar apagões e danos a satélites. A tempestade de 14,3 mil anos superou até os Eventos Miyake e o Evento de Carrington, destacando a importância de entender e prevenir esses eventos solares.

Fontes: Ecycle, Olhar Digital.
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