Enquanto a automação industrial tradicional foca na previsibilidade, a Westwood Robotics está projetando para o oposto: a variabilidade. No 3DEXPERIENCE World 2026, a Dra. Jean Gu apresentou como sua empresa está liderando a criação de robôs humanoides capazes de operar em ambientes humanos dinâmicos e imprevisíveis. O Engenharia 360 te conta mais no artigo a seguir. Confira!

robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

O que é a tecnologia da Westwood Robotics?

O destaque da empresa é o Bruce, o primeiro robô humanoide de tamanho infantil capaz de pular e correr, construído sobre uma plataforma de código aberto para pesquisa e educação. A “mágica” por trás do movimento fluido reside nos atuadores proprioceptivos da série BEAR. Diferente dos motores comuns, esses atuadores oferecem conformidade ao vivo e desempenho dinâmico incomparável, permitindo que o robô interaja com segurança com seres humanos.

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robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

O robô opera sob o Humanoid OS, um sistema operacional aumentado por IA que coordena a estabilidade de todo o corpo, navegação e comportamento adaptativo. Essa IA é capaz de aprender novas tarefas com dados mínimos, como apenas algumas fotos ou uma breve demonstração humana, permitindo que o robô se ajuste a novos cenários em tempo real.

Por que os engenheiros precisam prestar atenção nesta solução?

A engenharia da Westwood Robotics é um exemplo primordial de otimização de topologia. Explicando melhor: para robôs humanoides, cada grama conta para a eficiência energética e o desempenho do controle dinâmico.

A saber, os engenheiros da Westwood utilizam ferramentas avançadas para equilibrar a rigidez necessária para a precisão com a leveza exigida para a agilidade.

robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
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Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

Engenheiros de software e robótica devem focar nesse case prestando atenção na mudança de paradigma: sair da programação rígida de caminhos para sistemas que compreendem a física do mundo.

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O Bruce não apenas executa comandos; ele entende sua própria inércia e as forças de contato, o que é essencial para tarefas como correr ou saltar sem perder o equilíbrio.

A relação com as soluções da Dassault Systèmes

A Westwood Robotics utiliza o SolidWorks Simulation para validar o comportamento térmico e estrutural de seus robôs muito antes de qualquer metal ser cortado. A Dra. Jean Gu enfatizou que a simulação permite realizar trocas informadas entre peso e resistência, algo crítico quando se lida com atuadores de alta performance.

Podemos concluir que a visão de futuro da Westwood está intrinsecamente ligada à nova plataforma de IA Industrial da Dassault Systèmes e NVIDIA. Através do uso de Gêmeos Virtuais, a Westwood pode treinar os modelos de IA do Bruce em ambientes simulados que obedecem estritamente às leis da física (IA Física), o que Jensen Huang descreveu como a próxima fronteira da inteligência.

Para completar, com assistentes como Aura, os engenheiros da Westwood podem gerenciar a enorme complexidade de bill of materials (BOM) e mudanças de projeto de forma automatizada, permitindo que a equipe foque na inovação algorítmica e não na burocracia do CAD.

Enfim, a Westwood está, essencialmente, construindo o futuro onde humanos e robôs trabalham lado a lado como colegas de equipe.

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Veja Também: Parceria entre NVIDIA e Dassault Systèmes e a IA do SOLIDWORKS pode revolucionar a Engenharia


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