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Papo sério: o impacto da depressão no mercado de trabalho e na economia

por Rui Brandao | 15/03/2017
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As doenças mentais são causas frequentes de afastamento dos trabalhadores. No ambiente corporativo, é importante que tanto líderes como colegas de trabalho entendam a depressão e a ansiedade como transtornos, não como “frescura”. Somente em 2016, a depressão afastou 75,3 mil pessoas do trabalho, que receberam auxílio-doença em casos esporádicos ou recorrentes.

Fonte: Shutterstock.

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A depressão é o principal fator de incapacidade no mundo (7,5%). Novos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil tem a maior taxa de pessoas com depressão da América Latina. De acordo com a organização, estima-se que 5,8% da população brasileira seja afetada pela doença. A taxa coloca o Brasil à frente de países como o Chile e Uruguai, com 5%.
Baixos níveis de reconhecimento e falta de acesso a tratamentos para depressão e ansiedade levam a uma perda econômica global estimada de mais de um trilhão de dólares americanos a cada ano. O país também lidera os índices de pessoas afetadas pela ansiedade na América Latina. 9,3% da população sofre de algum tipo de transtorno de ansiedade, taxa três vezes maior do que a média mundial.
De acordo com a Organização, a falta de acesso para depressão e ansiedade resultam em uma perda econômica global anual de mais de U$D 1 trilhão.

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