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Deep fake: o uso indevido político e militar de imagens falsas de satélites

por Redação 360 | 12/11/2021

O uso da tecnologia do Deep Fake vem assustando muitas pessoas. De fato, ela é muito poderosa. Mas, infelizmente, nem sempre as pessoas usam esse poder para o bem. E, nos últimos tempos, vários casos emblemáticos têm sido narrados na mídia e que, realmente, demonstram o perigo ao qual estamos expostos. O fato é que imagens produzidas por Deep Fakes podem mexer demais com a nossa imaginação; e podem tanto nos entreter quanto nos perturbar e nos enganar. Saiba mais a seguir!

O que é Deep Fake?

O Deep Fake é uma tecnologia nova e que emprega inteligência artificial para criar basicamente imitações, como simular o corpo de outra pessoa – até mesmo para fins criminosos, o que pode levar alguém a uma situação comprometedora. É surpreendente o nível de realismo disso! E, como a maioria das imagens de satélite, trata-se de algo gerado por profissionais ou governos, e o público, na sua maioria, acaba acreditando serem autênticas.

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Deep Fake
Imagem reproduzida de SomosiCEV

O que faz esta tecnologia?

Existem os softwares utilizados para gerar vozes e imagens falsas de celebridades, conferencistas, políticos e mais, mas também imagens falsas de satélite, em resoluções baixas e ampliações sem qualidade – o que as torna mais convincentes, por incrível que pareça. Por falta de conhecimento da própria geografia do lugar supostamente observado na imagem – que sempre de áreas distantes e pouco habitadas – é que tantos se enganam e, na inocência, podem disseminar a informação da fake news desejada pelos cibercriminosos. E, de fato, só tendo um olhar treinado para entender que existem mesmo esta adulteração.

Deep Fake
Imagem reproduzida de Canaltech

O “FakeGeo” ou “geografia falsa”, como são chamadas as imagens falsas de satélites, são geradas por Inteligência Artificial capaz de mudar paisagens urbanas, alterar relevos, o curso de rios e qualquer outro elemento que faça parte do ambiente fotografado. E as consequências disso seriam as mais terríveis! Por exemplo, pensar que uma área desmatada ainda está verde; que uma área cheia de plantas está desértica; que não existe nada onde há uma base militar; além de outras farsas.

“Imaginem um cenário em que o software de planejamento militar é enganado por dados falsos que mostram uma ponte em um local incorreto. Então, você treina suas forças para seguir uma determinada rota, em direção a uma ponte, mas ela não está lá.”

explica o analista da Agência de Inteligência Geoespacial Americana, Todd Myers, em reportagem de CanalTech.

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Deep Fake
Imagem reproduzida de Época Negócios – Globo
Deep Fake
Imagem reproduzida de Pplware – SAPO

Qual a finalidade do uso das Deep Fakes?

Por que será que alguém criaria, ou melhor, fabricaria notícias falsas, identidades falsas, imagens de satélites falsas com inteligência artificial? Seria apenas uma “trollagem”? Claro que não! Há, por certo, algo muito maligno por trás! Imagine o potencial de viralização de fotografias de um incêndio florestal que nunca existiu ou da construção de uma ponte prometida que nunca foi realizada! Agora pense nisso sendo utilizado em campanhas políticas, tentando manipular a opinião das pessoas, manchando movimentos de um lado e outro. Mais um exemplo, falsos investigadores disfarçados com Deep Fake, conseguindo informações privilegiadas a respeito da colaboração de líderes mundiais com tal viés político.

Sim, Deep Fakes podem ser usadas como verdadeiras armas de guerras, uma guerra que é maior que podemos compreender, a guerra da desinformação! Devemos nos preocupar com isso, principalmente neste período de maior isolamento social, em que reuniões presenciais são evitadas e conversas sensíveis estão sendo organizadas através de chamadas de vídeo.

Deep Fake
Imagem reproduzida de Discover Magazine

Como combater a “Deep Fake do mal”?

“Precisamos desmistificar a confiabilidade absoluta em imagens de satélite e aumentar a consciência pública sobre a influência potencial de uma geografia falsa.”, “Como a maioria das imagens de satélite são geradas por profissionais ou governos, o público geralmente prefere acreditar que são autênticas.”

– declarou um pesquisador, em reportagem do portal The Verge.

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Deep Fakes são, hoje, facilmente encontradas na internet. Aliás, softwares simples já podem gerá-las e disseminá-las usando o mesmo método de Inteligência Artificial. Mas, contra isso, também já estão sendo desenvolvidos programas para detectar falsificações com base em texturas, contraste e cor das paisagens, por exemplo. E a ideia dos especialistas é que, em breve, haja ferramentas que possam verificar a veracidade das imagens em tempo real, além de aumentar a conscientização de que essa é uma ameaça de fato que, literalmente, não respeita fronteiras.

Veja Também: Nova ferramenta procura por pulsação para identificar vídeos deepfake


Fontes: CanalTech, CanalTech 2, Época Negócios.

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