O verão brasileiro não é mesmo para os fracos! Logo que chega o calor, as pessoas já começam a sonhar com um tanque de água para se refrescar. Mas, afinal, quem não gostaria de se jogar em grandes tanques de águas cristalinas em dias assim, não é mesmo? E você sabe quanto é difícil limpar piscinas? Esse é um processo químico relativamente bem complexo. Quem já errou nesta tarefa sabe que os resultados são diversos — infelizmente, até fatais. Não vamos nos esquecer da história da piscina verde das Olimpíadas do Brasil de 2016, ou da aluna de academia que morreu em 2026.
E sabe por que é preciso limpar a água das piscinas? Sim, tem a questão visual, claro! Mas o mais importante é manter a saúde dos banhistas e de quem estiver no seu entorno. Lembrando que água suja e parada é o ambiente perfeito para a proliferação de vírus, bactérias e fungos. Enfim, é essencial manter a água das piscinas limpas. A seguir, o Engenharia 360 lista os tipos de tratamentos mais usados. Confira!

1. Tratamento com Cloro
Este é o tipo de tratamento de piscina mais comum, eficaz, de baixo custo e compatível com a maior parte dos equipamentos. Tal produto químico é utilizado para limpar, desinfetar e regular o pH da água, eliminando bactérias, germes e outros microorganismos nocivos à saúde humana. Ele é vendido em baldes, em forma de pó granulado, pastilha e tablete. Porém, ao utilizar, é preciso fazer a análise de alcalinidade e o pH deve estar entre 7,2 e 7,4. Já a alcalinidade tem que estar entre 80 e 120 ppm. O risco maior quando não bem calculada a coisa é causar, nas pessoas, ressecamento de pele.
2. Tratamento com Íons
Agora uma forma tratamento de piscinas que está cada vez mais popular. Funciona assim, trata-se de um equipamento pequeno instalado na tubulação da piscina. A água toda passa por ele e, nesse, “carrega” íons de cobre e prata junto, o suficiente para tratar toda a piscina e eliminar todos os microrganismos, bactérias e vírus prejudiciais à saúde. O cobre tem função algicida, enquanto a prata elimina fungos, bactérias e vírus. E a vantagem desse processo é que, em tese, pode ser utilizado em qualquer tipo de piscina, fora que é mais econômico – analisando valores a longo prazo.
Observação: o tratamento ionizador é considerado mais lento que o tratamento tradicional que usa apenas cloro – apesar de que muitos tratadores relatam que, sem o cloro, não é possível prevenir o aparecimento de algas. Porém, tem a vantagem de ser mais seguro, não deixa cheiro forte e é considerado ecologicamente correto.

3. Tratamento com Ozônio
Ozônio é o quê? Sim, um gás! E ele é produzido naturalmente com poder bactericida, fungicida, algicida e virucida e que funciona muito bem para o tratamento de piscinas – fibra, vinil e azulejo -, sem riscos de alterar pH ou alcalinidade. Nesse caso, é usado um equipamento mais complexo com ozonizador e eletricidade dentro de uma casa de máquinas grande. O ozonizador é instalado na rede de circulação da água, transformando oxigênio (O2) em Ozônio (O3) e transferindo o gás até a piscina.
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Atenção, pois é preciso ter cuidado com possíveis vazamentos deste gás, pois ele é tóxico.
4. Tratamento com Sal
Seria algo parecido com o sal utilizado no preparo de alimentos na cozinha – formado por um átomo de sódio (Na) e um átomo de Cloro (CI). O material é posto na água e acaba liberando íons de cloro através de um equipamento de célula eletrolítica. Tal funcionamento depende, é claro, de energia elétrica – o cloro só é gerado quando o filtro está ligado e, em muitos casos, é necessário complementar o tratamento com cloro. Para completar, é possível errar na conta e salgar demais a água; e, por ser corrosivo, o produto tende a danificar mais os equipamentos.

5. Tratamento com Ultravioleta
Sim, raios ultravioletas! Nesse caso, usa-se um aparelho de descontaminação para a água da piscina. Ele também seria inserido na tubulação do equipamento e emitiria um raio de luz que atravessa a célula do microorganismo, penetrando a membrana celular externa, e rompendo o material genético. Assim, previne a sua reprodução, ou seja, não há adição de qualquer produto a água. Contudo, não elimina a necessidade do uso de produtos químicos, como o cloro. O lado positivo é que não oferece risco de corrosão, de fazer espuma, de dar cheiro forte, irritação, alergias ou super dosagem; e é menos agressivo ao meio ambiente.
Bônus | Produtos extras para piscinas
Também é interessante usar no tratamento de piscinas:
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- Anticalcário: para livrar a piscina da formação de sais cálcicos;
- Clarificador: para aglutinar pequenas partículas de sujeira para poderem ser mais facilmente filtradas; e
- Algicida: para eliminar as algas na piscina.
Nunca esqueça de ajustar o nível de pH da água entre 7.4 e 7.5.
Se o nível está muito baixo, deve-se aplicar na água um ‘incrementador’ de pH. Se estiver muito alto, aplicar um redutor de pH. Ambos os produtos são encontrados à venda em forma de pó granulado ou em líquido. Mas, na dúvida, contacte um especialista.

Fontes: Pool Rescue, Blog Global Tech Brasil, Blog AEC Web, Revista Exame.
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