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Tudo o que você precisa saber sobre BIM - Modelagem da Informação da Construção

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por Engenharia 360
| 03/10/2016 4 min
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Tudo o que você precisa saber sobre BIM - Modelagem da Informação da Construção

por Engenharia 360 | 03/10/2016
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Não há como negar que o BIM – Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção – está trazendo inúmeros benefícios para a construção civil ao redor do mundo. Originalmente usado por arquitetos na concepção de projetos arquitetônicos, o BIM migrou para as mãos de construtoras de prédios comerciais, hospitais e outras edificações mais complexas, em que o uso de informações mais detalhadas poderia evitar problemas durante a construção. No Brasil, ele vem ganhando cada vez mais força, mas ainda não é amplamente conhecido e aceito por todos os setores da engenharia civil.

Afinal, o que é um modelo da informação da construção? Por que esse tal de BIM vem atraindo tanto a atenção do mundo?

No Caderno BIM, uma iniciativa liderada pela Secretária de Estado da Saúde de Santa Catarina, é feita uma importante distinção entre os dois significados existentes para a sigla BIM. O Building Information Modeling pode ser definido como um processo que permite a gestão da informação, por todo o ciclo da edificação. Por outro lado, Building Information Models são o conjunto de modelos compartilhados, digitais, tridimensionais e semanticamente ricos, que formam a espinha dorsal do processo do Building Information Modeling.
 

(via //www.hoch.arq.br)

(via //www.hoch.arq.br)

Em outras palavras, BIM trata-se de uma série de processos, métodos, softwares e tecnologias utilizados para melhorarem a comunicação e a cooperação durante as fases de um empreendimento, desde a concepção arquitetônica até a manutenção do edifício. O modelo no caso, simplificando a ideia, se trata de uma versão digital completa da construção.

É como se o prédio, por exemplo, fosse construído virtualmente no computador antes de ser construído no terreno. Assim como na “vida real”, todas as disciplinas de projeto (hidráulico, estrutural, arquitetônico, etc.) estarão sobrepostas, facilitando a visualização de problemas e a elaboração de formas de otimização do projeto. Dessa maneira, fica mais fácil identificar se um tubo está atravessando uma viga onde não deveria ou se uma porta não tem espaço suficiente para abertura.

(via //construcaomercado.pini.com.br)

(via //construcaomercado.pini.com.br)

Ao invés de apenas desenharmos linhas para representar as paredes da edificação, agora utilizamos geometrias. O software de modelagem (utilizado para criar esses modelos virtuais) interpreta essa geometria como uma parede de alvenaria ou de bloco estrutural, por exemplo. Dependendo do grau de especificidade que você desejar, é possível indicar o custo desses blocos, o coeficiente de condutividade térmica e muitas outras informações.

(via https://www.wrnsstudio.com)

(via https://www.wrnsstudio.com)

Nesse processo de construção e manipulação do modelo entra em vigor o conceito de interoperabilidade, ou seja, vários profissionais alimentam o modelo (simultaneamente, ou não) com informações. Essa abordagem cooperativa altera um pouco a metodologia de gestão de projetos de engenharia e isso, por vezes, se torna um empecilho quando trabalha-se com profissionais mais resistentes à adesão de novas tecnologias e metodologias. Soma-se a isso o fato de não termos no mercado da construção muitas boas práticas de gestão de projetos disseminadas.
Após criado o modelo, as equipes responsáveis pelos estudos de orçamento e planejamento de obra podem utilizar todas essas informações para analisar quais as melhores estratégias de construção. Alguns softwares de planejamento permitem a simulação de canteiros de obra e movimentação de equipamentos, evitando acidentes e otimizando a logística. Eles permitem também realizar estudos e análises de sequência construtiva, tudo isso em animações 3D. Ou seja, à medida em que a obra vai avançando, é possível ver a estrutura subindo, a parede sendo construída, etc.

Mas podemos ir mais a fundo no que esses modelos podem proporcionar. Para isso,  vamos usar um carro como exemplo. Você deve estar pensando: nossa, o que isso tem a ver com engenharia civil? Pois bem… Vamos lá! Mesmo os carros mais antigos possuem indicadores que te avisam quanto de combustível você ainda tem. Os carros mais modernos já praticamente conversam com você, avisando quando você deve trocar o óleo, se a pressão nos pneus está correta ou se o seu alternador está carregando a bateria enquanto o carro está em movimento. Perceba que você não precisa ser um especialista em carros para saber operar ou fazer os reparos básicos para manter seu carro funcionando, correto?
Agora, imagine se o seu prédio pudesse fazer isso também? Imagine se ele fosse “inteligente” o suficiente para se adequar às suas necessidades de luz e energia em um determinado momento? Ou, ainda, se ele pudesse te avisar que está na hora de fazer a manutenção dos elevadores? Bom, isso já existe!
É claro que esses exemplos fogem um pouco da realidade que estamos acostumados no Brasil, mas é importante conhecer o que já é possível fazer e o quanto ainda precisamos evoluir. Podemos usar o BIM para auxiliar processos mais simples que ainda hoje causam desperdício. Esses processos são assunto para um próximo post.
 

+ Conheça o BIM na Prática

BIM na Prática ajuda engenheiros, arquitetos, empreendedores da industria AEC e estudantes a identificarem maneiras práticas de aplicar BIM no dia-a-dia de seus projetos.

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