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Tecnologia aplicada à engenharia alcança redução do tempo de construção e do desperdício

por Eduardo Slabocicor Cavalcanti | 29/08/2012
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O emprego da tecnologia na construção civil tem redesenhado vários processos de edificação. Uma das novidades é a chamada construção a seco. ”Trata-se de uma iniciativa que visa eliminar etapas da produção que dependam de mão de obra artesanal e intensiva dentro dos canteiros”, esclarece Malu Guido, diretora executiva da TecPro Engenharia, com sede em Brasília.

Na prática, essas etapas são caracterizadas pelo emprego de argamassas e concreto – como ocorre na alvenaria, no reboco e no contrapiso. “A construção a seco substitui essas atividades por mecanismos de montagem industrial, o que promove redução de erros e de desperdícios, além de velocidade de execução”, comenta Malu.
Um bom exemplo é o aumento no uso das paredes secas, o sistema DryWall, que substitui as alvenarias convencionais. Essas paredes são constituídas de perfis metálicos e placas de gesso acartonado, montados sem a utilização de argamassa. “Há também outras aplicações, como estruturas pré-moldadas em concreto ou metálicas, pisos elevados, forros modulados, elementos pré-fabricados arquitetônicos para fachadas, esquadrias prontas como portas e janelas e kits pré-montados para instalações”, exemplifica a executiva.
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Requisitos para o Sucesso da Obra – Apesar das vantagens, para conseguir alto desempenho com a construção a seco é preciso que se tenha escolhido a adoção do sistema na fase da concepção arquitetônica, para que todos os projetos sejam desenvolvidos a partir de determinadas premissas.
“Na prática, vemos que os clientes se preocupam quando são propostos processos tecnológicos novos.  Esse receio pode ser aliviado caso o responsável pela construção tenha conhecimento e prática, tenha executado no passado os procedimentos em questão”, elucida Malu. Apesar de ser ainda incipiente na maioria das obras brasileiras, a construção a seco já é muito utilizada nos Estados Unidos, no Canadá, em vários da Europa, na China e no Japão.
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Quanto à durabilidade, pode-se dizer que é, de forma geral, a mesma das construções convencionais. O custo pode ser mais alto em uma primeira avaliação, mas para uma análise mais aprofundada e correta levam-se em conta os benefícios agregados – como velocidade de execução, redução de retrabalhos e desperdícios, redução de cargas na estrutura e nas fundações, entre outros. “Podemos dizer que a construção a seco é o futuro da engenharia de edificações”, conclui.
Via: Segs
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Eduardo Slabocicor Cavalcanti

Empresário, empreendedor e alucinado por conhecimento, escreve para a internet desde 2008 e tem paixão por consumir informação e descobrir coisas. Formado em Engenharia Civil porém atua diretamente com diversas áreas da engenharia, e cursa MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios.

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