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Supercomputador japonês é eleito o mais rápido do mundo

por Rafael Panteri | 05/07/2020
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Uma das missões desse supercomputador é ajudar a resolver problemas sociais como a Covid-19

A lista TOP500 classificou a velocidade de supercomputadores ao redor do mundo. E depois de nove anos, uma tecnologia japonesa conquistou o primeiro lugar com o Fugaku, que foi desenvolvido pela parceria entre Riken (Instituto de Pesquisa Científica no Japão) e Fujitsu (empresa de tecnologia).

Coordenadores do projeto Fugaku.
Coordenadores do projeto Fugaku.

Essa classificação é dada a partir do FLOPS de cada computador. Essa sigla significa Floating Point Operations Per Second que, em português, quer dizer “operações de ponto flutuante por segundo”. Quanto maior o FLOPS de um computador, mais desempenho ele apresenta, especificamente no campo de cálculos científicos.

Fugaku apresentou um resultado de 415,5 petaflops, 2,8 vezes mais rápido que o segundo colocado – Summit, da IBM. Seu desempenho também foi vitorioso em duas outras categorias: inteligência artificial e performance computacional de Big Data (grande conjunto de dados que precisam ser processados e armazenados).

Nos anos anteriores, o topo da lista era disputado por sistemas americanos e chineses. E são esses dois países que dominam o resto da lista – 226 são supercomputadores da China, 114 das Estados Unidos e apenas 30 do Japão.

A tecnologia japonesa apresenta diversas aplicações científicas. Já foi utilizado para simular explosões nucleares, testar armas e modelar sistemas climáticos. Hoje, todo seu processamento trabalha para encontrar possíveis tratamentos para a COVID-19. “Espero que a TI de ponta, desenvolvida para Fugaku, contribua para grandes avanços em desafios sociais difíceis como o COVID-19” – afirmou Satoshi Matsuoka, coordenador do centro de ciência computacional da Riken.

A estrutura do supercomputador Fugaku que ocupa uma sala inteira.
A estrutura do supercomputador ocupa uma sala inteira.

Vale destacar que esse supercomputador apresenta o tamanho de uma sala inteira (como na foto acima) e seu custo foi estimado em 1 bilhão de dólares.

Fontes: The Verge; Top500; Fujitsu.

Leia também: Saiba como a IBM pretende usar a inteligência artificial para resolver problemas globais

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Rafael Panteri

Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia. Correspondente do Engenharia360 no Japão. Intercâmbio na Shibaura Institute of Technology.

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