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Software auxilia programadores na criação de interfaces gráficas

por Larissa Fereguetti | 27/11/2020

Quanto mais prática e amigável uma interface, maiores são as chances de atrair usuários e clientes.

Uma equipe de pesquisadores da School of Electrical and Computer Engineering da Ulsan National Institute of Science and Technology, na Coreia do Sul, desenvolveu um sistema chamado GUIComp que usa inteligência artificial (IA) que vai ajudar pessoas que não tem muito conhecimento sobre design a projetar aplicativos e softwares para smartphones e computadores. A ideia é que ele auxilie a fazer algo fácil, rápido e que seja amigável.

O GUIComp é baseado em uma inteligência artificial de deep learning que fornece recomendações sobre os melhores layouts. Isso acontece por meio da avaliação de interfaces gráficas de usuário (as graphical user interfaces — GUIs).

interface gráfica do GUIComp ao lado de dois dos pesquisadores
Imagem: UNIST

O GUIComp é capaz de estudar os pontos fortes e fracos dos padrões de design de GUI existentes, avaliando as GUIs criadas para aplicativos móveis e sugerindo alternativas. Essas interfaces gráficas permitem que os usuários interajam com dispositivos eletrônicos usando ícones gráficos e outros indicadores visuais. Quanto mais atraente intuitiva e prática, maior a chance de atrair clientes em potencial. Por isso, a IA desenvolvida é tão importante para os leigos no assunto.

O GUIComp integra três tipos de mecanismo de feedback: recomendação, avaliação e atenção. Ele pode ser conectado ao software de design de GUI como uma extensão e fornece feedback multifacetado e em tempo real sobre o design atual do usuário.

Confira a seguir o vídeo que explica o GUIComp:

Para testar, os pesquisadores pediram a um grupo de estudantes que criassem GUIs móveis usando o GUIComp, enquanto outro grupo fez o mesmo sem a ferramenta. Os resultados experimentais mostraram que o GUIComp facilitou o design iterativo e os participantes com o GUIComp tiveram uma experiência de usuário melhor e produziram designs mais aceitáveis do que aqueles que não o fizeram.

Esses resultados foram publicados na ACM Conference on Human Factors in Computing Systems. Clique aqui para conferir.

Referências: Ulsan National Institute of Science and Technology

Leia também: Pesquisadores usam inteligência artificial para acelerar simulações de rede elétrica

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.