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Reflexão: sobrevivendo em tempos de crise

por Douglas Pinho Soares | 15/11/2016
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Não é novidade que muitos engenheiros estão desempregados e os estudantes de engenharia estão enfrentando dificuldades para conseguir um estágio obrigatório para a conclusão do curso. As empresas procuram contratar um estudante com experiência profissional na área, mas como adquirir essa experiência antecipada, se o objetivo do estágio é justamente proporcionar aos futuros engenheiros o conhecimento e a técnica que as organizações exigem?
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Se isso já é motivo de insônia e grande dor de cabeça para os estudantes e recém-formados, imagine para engenheiros que há anos exercem as mesmas atividades em grandes organizações e, de repente, se veem fora do mercado de trabalho dispondo apenas do conhecimento que adquiriram nos anos dedicados ao trabalho?
As frustrações se multiplicam devido às contas que não param de chegar em casa e as expectativas se subtraem. Com o passar do tempo, garantir os direitos básicos, descritos na Constituição Federal, como acesso à educação, saúde, alimentação, ao trabalho, moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, tem se tornado cada vez mais caro e difícil.  Nem sempre é possível gozar desses direitos que, teoricamente, deveriam ser usufruídos por todos os cidadãos. Infelizmente, na prática, a realidade é diferente, pois, para conseguirem um emprego, alguns candidatos estão investindo o seu patrimônio em viagens longas a fim de entregar seus currículos – vastos de qualificações e experiências – pessoalmente e, muitas vezes, precisam se mudar para outras cidades em busca de novas oportunidades.
É admirável o esforço de alguns estudantes que acordam cedo o dia todo, vão direto para a faculdade e, quando chegam às suas respectivas casas, ainda conseguem se dedicar aos estudos, debruçados em livros ou estudando por meio de pesquisas ou cursos online. Geralmente, esses trabalhadores/estudantes, estão com o corpo e a mente focados em atingir os seus objetivos e não têm muito tempo para reclamarem da vida ou ouvirem as palavras negativas que ecoam por todos os lados: no ambiente de trabalho, acadêmico e até mesmo em casa. No final, o importante é saber que, por pior que sejam os problemas, não devemos procurar somente os defeitos. Como diria Henry Ford: não encontre defeitos, encontre soluções. Qualquer um sabe queixar-se.

A melhor forma de superar esta realidade e fazer deste momento de crise uma oportunidade, é se acomodar menos, reclamar menos e exercitar a criatividade cada vez mais.

Às vezes, tentar novas fontes de renda, mesmo que de forma temporária, onde seja possível exercitar qualidades importantes para a formação de um bom engenheiro, mas que não são ensinadas em sala de aula, se faz necessário. Mas o mais importante é não se acomodar ao ócio e sim fazer dele uma maneira de rever o mundo e deixar ideias fluírem e, quem sabe, encontrar uma maneira inovadora de viver a engenharia e viver da engenharia. O que não vale é ficar parado, pois o que move a economia de um país é o trabalho das pessoas e o que move as pessoas são os seus sonhos. Acredite nos seus e lute, com criatividade e perseverança, para realizá-los! Força, engenheiro!
 

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