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Os aparelhos intra-auriculares poderão monitorar nossos cérebros no futuro?

por Larissa Fereguetti | 14/05/2019
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Os gadgets que são capazes de se comunicar com sinais neurais que passam pelo ouvido e podem monitorar e interagir com os cérebros estão próximos. É nisso que acredita um cientista de Stanford: os aparelhos intra-auriculares poderão monitorar nossos cérebros no futuro. Segundo ele, o ouvido é como uma porta USB (uma comparação bizarra, porém bem verdadeira, se pararmos para analisar).

monitorar os cérebros
Imagem: futurism.com

Poppy Crum, neurocientista da Universidade de Stanford, acredita que os tais gadgets auditivos poderiam ser usados para nos ajudar a focar em conversas específicas, como um aparelho intra-auricular inteligente, e também monitorar nossa atividade cerebral para tratar o ruído. Basicamente, imagine que você está em casa sofrendo para estudar para uma prova, tentando ver uma videoaula, mas os seus vizinhos barulhentos estão fazendo uma festa de arromba. Então, basta colocar os fones de ouvido inteligentes que todo o barulho ao seu redor sumirá, permitindo que você escute somente a aula.

Outra aplicação fantástica seria no transporte público, quando você não quer ficar ouvindo as conversas ou as músicas alheias. Na onda dos gadgets inteligentes que temos no mercado atualmente, esse seria um que une a inteligência artificial e biológica, como se aumentando a capacidade de processos de pensamento e colaborando com os cérebros.

Um exemplo com aplicação semelhante são os Google Glass, os óculos inteligentes. Porém, no caso do ouvido, a conexão com o cérebro é um fator muito maior. Não que a visão também não seja um processo ligado ao cérebro, mas é como se o ouvido estivesse ‘mais ligado’. É aí que entra a comparação da porta USB. E não só como um dispositivo de entrada (como quando ouvimos música), mas também para coletar informações do cérebro.

monitorar os cérebros
Imagem: oticon.com

Considerando que o cérebro ainda é uma caixa-preta um tanto desconhecida para os cientistas, um dispositivo intra-auricular como esse poderia permitir a descoberta de novas informações na neurociência. Crum acredita que a tecnologia pode estar disponível dentro de cinco anos, se houver colaboração de vários pesquisadores do mundo todo. Então, aguardemos!

Referências: Futurism; IEE.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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