Você já utiliza o Free Flow? O que antes era uma promessa baseada na Lei 14.157/21, hoje já transforma a rotina de milhares de motoristas brasileiros. O sistema de livre passagem (free flow) deixou de ser apenas uma tendência para se tornar o padrão de modernização das concessões rodoviárias no país, trazendo benefícios diretos para a logística, o meio ambiente e o seu bolso.

No Engenharia 360, acompanhamos de perto essa evolução tecnológica. Vamos explorar como o sistema funciona hoje e por que ele é o pilar das novas rodovias inteligentes.

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Free Flow
Imagem reproduzida Governo do Estado do Rio Grande do Sul

O que é Free Flow?

Certamente, você já realizou muitas viagens pelas estradas brasileiras de carro, moto, ônibus, caminhão ou outros veículos motorizados. E, de tanto em tanto tempo, se deparou com uma praça de pedágio, pegou fila, pagou pelo valor solicitado e passou por uma cancela.

Free Flow
Imagem reproduzida de CCR RioSP

O Free Flow elimina tudo isso. Trata-se de um sistema de cobrança eletrônica que dispensa cancelas e cabines físicas. Ele ajuda a agilizar o fluxo de veículos, reduzindo o consumo de diesel e as emissões de poluentes.

O Free Flow é uma alternativa mais sustentável para a cobrança de pedágio, contribuindo para a construção de um futuro mais verde para o Brasil. Também é uma demonstração de como a tecnologia pode melhorar a experiência dos motoristas e tornar as viagens mais ágeis, tranquilas, suaves e eficientes.

Como funciona o Free Flow?

Em vez das grandes estruturas de concreto das praças tradicionais, o Free Flow utiliza pórticos inteligentes instalados sobre as faixas de rolamento. Esses pórticos são equipados com:

  • Sensores Laser e Câmeras: Identificam o tipo de veículo (eixos, altura e largura).
  • Antenas de rádio (DSRC): Fazem a leitura imediata das tags eletrônicas (como Sem Parar, Veloe, ConectCar, etc.).
  • Câmeras OCR: Fazem o reconhecimento óptico da placa para veículos que não possuem tag.

Explicando melhor, o sistema instalado em pontos estratégicos deve faz a leitura das placas dos veículos passantes ou das tags eletrônicas (se os veículos estiverem equipados), para uma cobrança automática da tarifa pré-determinada para o trecho.

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Free Flow
Imagem reproduzida de RotaExata
Free Flow
Imagem reproduzida de Mobile Time
Free Flow
Imagem reproduzida de SETCESP

Atenção ao Pagamento:

  • Com Tag: A cobrança é automática e, em muitas concessionárias, garante descontos progressivos.
  • Sem Tag: O motorista deve efetuar o pagamento nos canais oficiais da concessionária (site, app ou WhatsApp).
  • Alerta de Segurança: Persistem tentativas de golpes com boletos falsos. Lembre-se de que as concessionárias não enviam boletos por correio ou e-mail sem solicitação prévia. O pagamento deve ser feito por iniciativa do usuário nos canais oficiais.

Importante: consulte os prazos! Recentemente o pelo Governo Federal ampliou para até 30 dias (antes eram 15), visando reduzir a inadimplência e multas.

Exemplo de implementação

O sistema avançou rapidamente. Hoje, o Free Flow já opera em:

  • BR-101 (Rio-Santos): Trechos em Paraty, Mangaratiba e Itaguaí (CCR RioSP).
  • Rio Grande do Sul: Diversos pórticos nas rodovias estaduais (CSG), como na RS-122, RS-446 e RS-240.
  • São Paulo: Implementação em trechos da Rodovia Ayrton Senna e início da expansão para o Rodoanel.
  • Minas Gerais: Expansão prevista em novos contratos de concessão.

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Quais as principais vantagens do sistema Free Flow?

As vantagens da implementação do Free Flow nas rodovias são inúmeras, incluindo:

  • Impacto positivo no clima, com redução da emissão de gases poluentes, como CO2, NOx, por menos tempo dos veículos com o motor ligado.
  • Economia de combustíveis, principalmente por conta das interrupções, e aceleração e frenagem bruscas (o famoso “para e arranca”).
  • Preservação dos recursos naturais.
  • Melhoria da qualidade do ar nas cidades e regiões próximas às estradas, reduzindo o risco de doenças respiratórias e outros problemas de saúde.
  • Economia de tempo para os viajantes.
  • Maior segurança, por não haver mais manuseio de dinheiro nas praças de pedágio,
  • redução do risco de acidentes e assaltos.
  • Comodidade de pagamento.
  • Redução de custos gerais para as concessionárias.
  • Redução do consumo de papel, sem necessidade de impressão de tickets e comprovantes de pagamento.
  • Gestão mais eficiente dos recursos arrecadados, com possibilidade de integração com outros sistemas, otimizando o uso de recursos naturais e energéticos.

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Fontes: Olhar Digital, O Estadão.

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