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Participar de uma empresa júnior ajuda na carreira de um engenheiro químico?

por Luciana Reis | 11/10/2016
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Na Engenharia, um dos cursos mais procurados e com diferentes possibilidades de atuação é o de Engenharia Química. Muitos estudantes têm dúvidas sobre como está o mercado de trabalho na área, quais são as oportunidades para os futuros engenheiros químicos e as possibilidades de atuação após o fim do curso.
Para ajudar quem tem essas dúvidas, o Blog da Engenharia conversou com Gabriel Fonseca, presidente da Mult Jr., empresa júnior formada por estudantes de Engenharia Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e traz algumas percepções sobre a área e as vantagens de se aliar o estudo e os conhecimentos adquiridos em sala de aula à experiência profissional.

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Imagem: BetaEQ


A primeira coisa a se saber é que o curso de Engenharia Química é bastante procurado e uma das vantagens apontadas é com relação à ampla variedade de campos de atuação. Hoje o engenheiro químico pode trabalhar na indústria química, farmacêutica, alimentícia, siderúrgica, de energia, entre outras. As indústrias demandam profissionais que atuem na otimização e eficiência dos processos, para o aumento da produção, diminuição dos custos e dos recursos utilizados, e até mesmo para possibilitar uma maior inovação, com a criação, por exemplo, de um novo produto ou forma de conduzir um processo dentro da organização.
 
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Imagem: BetaEQ
Já se perguntou por que o trabalho de um engenheiro geralmente é bem visto no mercado? É evidente que, assim como em outras áreas de atuação, a carreira na Engenharia tem muitos desafios e dificuldades em momentos de crise, mas é uma das mais procuradas pelas oportunidades que proporciona. O engenheiro tem uma vantagem em relação às demais carreiras, que é a grande capacidade do profissional em solucionar problemas. Essa característica possibilita ao engenheiro assumir cargos de gerência dentro das empresas ou indústrias, e auxilia no jogo de cintura necessário para atuar em setores diferentes dentro da área de atuação na Engenharia.
As atividades e o acompanhamento do desempenho dos estudantes na Mult Jr. mostram o quanto é importante investir continuamente na carreira – e um diferencial para o futuro engenheiro é a sua participação em empresas juniores. “Acho que para os alunos as maiores vantagens são: ter um contato precoce com o mercado, aprender desde cedo o que você vai fazer na Engenharia Química e ter conhecimento [do funcionamento] de uma empresa”.
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Imagem: BetaEQ


Normalmente o funcionamento da empresa é independente da faculdade, ou seja, os estudantes são os responsáveis pelas atividades administrativas, de recursos humanos, pelo financeiro e marketing. Os projetos são desenvolvidos pelos estudantes com a orientação dos professores, conforme sua especialidade, e a experiência adquirida com estas atividades é fundamental ao futuro engenheiro.
Uma das vantagens para quem contrata os serviços de profissionais de uma empresa júnior, ao invés de uma empresa sênior, é o custo mais baixo com projetos desenvolvidos por estudantes comprometidos, orientados por professores especializados e geralmente com a utilização de recursos materiais e centros de pesquisa das instituições educacionais de que fazem parte. O valor pago pelos clientes é revertido a cursos e investimentos nas atividades da empresa.
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Imagem: Universidade Federal de São João del-Rei


Para se ter uma ideia dos projetos desenvolvidos, na Mult Jr., por exemplo, destacam-se o trabalho pela otimização de processos industriais na redução dos gastos com energia e no tempo de produção, além de projetos voltados para a neutralização da emissão de carbono e tratamento de rejeitos industriais. Nestes últimos exemplos, os projetos têm características da Engenharia Ambiental. Outro projeto desenvolvido, neste caso relacionado à Engenharia de Alimentos, foi a produção de um tempero para salgadinhos.
Gabriel destaca um projeto recente no qual está atuando. “É um produtor lá do Piauí, que produz uma cera de carnaúba. Ele quer transformar essa cera, que geralmente é exportada, em outras matérias.  Então é muito legal você pegar o sonho de um produtor lá do Piauí e com os nossos projetos,  nosso trabalho, conseguir realizar o sonho dele e transformar em um negócio mesmo”.

Os diferentes direcionamentos de carreira e a crise

A crise que atinge o país tem reflexos em diferentes setores, e com o aumento da competitividade se torna cada vez mais importante expandir o leque de opções para a carreira e desenvolver suas habilidades. Mesmo com a formação em Engenharia Química, o profissional pode atuar em áreas que não sejam especificamente da Engenharia, mas onde os conhecimentos adquiridos nos anos de curso serão também importantes, associados a uma especialização direcionada à carreira.

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Imagem: Marcos Santos/USP Imagens


“Vemos muitos engenheiros que hoje são CEOs de grandes empresas porque o conhecimento de administração e o conhecimento técnico dessas áreas você acaba conseguindo através de outros cursos, através de uma Pós Graduação, de um MBA… Mas por ter tido durante cinco ou seis anos o ‘mindset’ de tentar resolver problemas, o engenheiro consegue atuar muito bem nesses setores”, afirma Gabriel, que destaca oportunidades também em consultoria estratégica aos engenheiros.
De forma resumida, podemos dizer que trabalhar em uma empresa júnior ajuda SIM o estudante de engenharia, que engenharia química é um curso com um campo de atuação bem amplo e, por isso, com diferentes oportunidades e que os conhecimentos adquiridos no curso vão ser úteis ainda que, futuramente, a atuação profissional seja em outra área.
Referências: Mult Jr. , Guia do Estudante

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