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Jeff Bezos: o engenheiro e homem mais rico do mundo

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por Andreza Ribeiro
| 02/06/2020 5 min

Jeff Bezos: o engenheiro e homem mais rico do mundo

por Andreza Ribeiro | 02/06/2020
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Com um patrimônio de quase US$ 150 bilhões, além da Loja Amazon, Jeff Bezos hoje também investe em outros projetos, como a empresa de exploração espacial chamada Blue Origin e o jornal Washington Post.

Trajetória

Jeffrey Preston Bezos nasceu em 12 de janeiro de 1964, em Albuquerque, Estados Unidos.  Desde criança sempre demonstrou interesses científicos e proficiência tecnológica.

No final da adolescência mudou-se para Miami, Flórida, onde frequentou o Miami Palmetto High School. Trabalhou no McDonald’s e frequentou um Programa de Treinamento de Ciências Estudantis na Universidade da Flórida, recebendo um Prêmio Prata Cavaleiro em 1982. Em 1986, Bezos formou-se Phi Beta Kappa da Universidade de Princeton em engenharia elétrica e ciência da computação.

Com seu currículo, consequentemente, diversas empresas ofereceram empregos para o engenheiro recém-formado. Porém, Jeff rejeitou propostas, como a da Intel, e resolveu trabalhar na Fitel, uma startup de telecomunicações, focada no comércio internacional. Ele subiu na empresa até se tornar diretor de atendimento ao cliente, mas decidiu migrar para o setor financeiro de Wall Street, na posição de gerente de produto no Bankers Trust até 1990.

De lá, Bezos saltou para o hedge fund D. E. Shaw & Co e alcançou a posição de quarto vice-presidente sênior aos 30 anos. Mas seu sonho era bem maior do que a bem-sucedida gestora: era dominar o varejo online, foi então que criou a Amazon.

Loja Amazon

Jeff Bezos em pé atrás de estande da Amazon

A ideia de uma loja virtual surge na cabeça de Bezos após ele realizar uma pesquisa para a D. E. Shaw & Co e descobrir que o uso da internet aumentava em cerca de 2.300% ao ano.

A empresa começou apenas como uma livraria online, mas seu crescimento surpreendente possibilitou que o plano inicial de ser uma grande empresa de tecnologia se tornasse viável.

O começo da Amazon foi explosivo, superando e muito as expectativas de Bezos. Ele lançou o site em julho de 1995 como uma livraria online e, em apenas dois meses, já havia despachado encomendas para todos os estados dos EUA e mais 45 países.

Consequentemente, o resultado inicial impressionante abriu as portas para um IPO já em maio de 1997, com menos de dois anos de operação. A empresa fez sua oferta pública na Nasdaq no dia 15 daquele mês, a US$ 18 por ação.

Em 1998, Jeff passou a vender CDs e filmes e internacionalizou a Amazon com a aquisição de concorrentes online no Reino Unido e na Alemanha. Além disso, seu programa de afiliados se tornou um sucesso estrondoso, com mais de 350 mil sites parceiros processando as vendas pela Amazon em 1999, quando expandiu as operações para aceitar praticamente qualquer produto.

Em 2002, Bezos lançou a Amazon Web Services (AWS), inicialmente uma empresa de serviço de dados e estatísticas para sites.

Como resultado, ao surfar a onda da computação na nuvem, a empresa se tornou uma das principais provedoras de armazenamento virtual, atendendo a clientes como Nasa e Netflix e disputando com a Microsoft contratos multibilionários do Pentágono.

O avanço da tecnologia de aparelhos eletrônicos e da velocidade da internet abriu caminho para uma nova revolução na indústria literária. Com isso, foi novamente a Amazon que ditou a tendência com o Kindle, leitor de livros digital, lançado em 2007.

Nos anos seguintes, a Amazon lançou o seu serviço de vídeos, Amazon Prime Video, sua loja de aplicativos para Android e a Alexa, assistente virtual disponível nos dispositivos Echo.

Empresa de exploração espacial

A Blue Origin foi fundada em 2000 de forma bem discreta. Sua existência só foi revelada ao público três anos depois, quando Bezos passou a adquirir terrenos no Texas utilizando empresas de fachada. Enquanto isso, a nova empreitada operava em silêncio, sem revelar publicamente sua estratégia ou planos. Mas os resultados vieram – e, com eles, a publicidade.

Após uma sequência de testes de partes do foguete, o New Shepard foi finalmente testado com sucesso em 2015. O veículo foi desenvolvido para levar turistas para voos suborbitais, na casa dos 100 km de altitude.

A proposta era semelhante a de sua concorrente SpaceX, de Elon Musk: reduzir muito o custo de lançamento, com a reutilização do maior número possível de componentes dos foguetes.

Ainda em fase pré-operacional, a Blue Origin tem planos ambiciosos de exploração espacial. Em 2017, a empresa de Bezos anunciou que está desenvolvendo um módulo para pouso na Lua, com capacidade de levar 5,5 toneladas de carga.

A primeira missão está marcada para 2024 para testar e validar o sistema, para que, no futuro, também possa levar turistas e astronautas.

Jornalismo

Em 2013, Bezos resolveu expandir ainda mais seu império e abraçar o jornalismo, adquirindo o famoso jornal The Washington Post por US$ 250 milhões.

Com a migração de leitores do papel para o mundo online – e, ironicamente, para leitores digitais, como o Kindle – diversas publicações faliram e fecharam as portas em todo o mundo. O The Washington Post seguia esse caminho.

Com a expertise do time que Bezos levou para o jornal, o foco no digital e em tecnologia, o jornal dobrou o número de acessos em três anos e saiu do buraco, tornando-se lucrativo em 2016.

Hoje, o The Washington Post possui mais de 1,5 milhão de assinantes online e passou a vender seu sistema de publicação, o Arc Publishing, negócio que pode render mais de US$ 100 milhões ao ano para o jornal, segundo o Diretor de Informações Shailesh Prakash em entrevista para Forbes.

Investimentos

Jeff Bezos também possui uma venture capital para fazer investimentos pessoais. Através da Bezos Expeditions, ele foi um dos primeiros acionistas do Google, adquirindo 3,3 milhões de ações por US$ 250 mil em 1998.

Bezos também possui participações na Unity Biotechnology, que quer interromper ou adiar o envelhecimento. E em outras empresas na área de tecnologia em saúde como Grail, Juno Therapeutics e ZocDoc.

Em 2018, ele ajudou a criar a Haven Healthcare, uma organização não governamental cujo objetivo é reduzir o custo dos medicamentos, feita em uma parceria da Amazon, JPMorgan Chase e a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett.

Fortuna de Bezos

De acordo com a Bloomberg, o patrimônio de Jeff Bezos é US$ 149 bilhões. O Business Insider, em cálculo de 2018, estimou que seu patrimônio aumenta a uma velocidade de US$ 4.474.885 por hora.

Se a fortuna pessoal de Jeff Bezos continuar crescendo no ritmo atual, ele poderá se tornar o primeiro trilionário da história em 2026, quando terá 62 anos de idade. É o que aponta um estudo feito pela Comparisun, consultoria americana especializada em analisar dados de varejistas online com ações na bolsa.

Caso Bezos realmente se torne trilionário, sua fortuna pessoa seria maior que o PIB de diversos países como Argentina, Países Baixos, Filipinas e Chile, por exemplo. Para efeito de comparação, se Bezos trilionário fosse um país, estaria na 27º posição entre os maiores PIBs do mundo.

Livros: A Loja de Tudo: Jeff Bezos e a Era da Amazon
As cartas de Bezos: 14 princípios para crescer como a Amazon

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Andreza Ribeiro

Graduando em Engenharia de produção, possui certificado em Business English realizado em Toronto na Stafford House Internacional. Interessada em Gestão, Finanças e Inovação, além de ser apaixonada em astronomia e viajar o mundo.

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