No final de fevereiro de 2026, os Estados Unidos iniciaram um novo conflito armado. Ao lado de Israel, começaram a atacar pontos estratégicos no Irã — que respondeu bombardeando com drones várias bases de aliados no Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes. O interessante é que essa guerra moderna tem um protagonista diferente, poderoso e incansável: a inteligência artificial Claude, desenvolvida pela empresa Anthropic e considerada rival do famoso ChatGPT.

Segundo reportagens recentes do The Wall Street Journal, Axios e Reuters, os Estados Unidos, via Comando Central no Oriente Médio (Centcom), utilizaram o Claude na ofensiva contra o Irã no sábado, dia 28. Isso teria acelerado a operação — via integração de LLMs (large language models) —, garantido muito sucesso na ocasião, mas ignorado ordens presidenciais. Vale destacar que o presidente americano Donald Trump havia, dias antes, ordenado que agências federais interrompessem o uso dessa inteligência — mas por quê?
O que nós, do Engenharia 360, queremos destacar neste artigo é que, do ponto de vista da engenharia, esse foi um importante marco na integração de modelos de linguagem avançados em operações militares reais.
O que é Claude e qual o seu poder militar
Claude é um sistema de inteligência artificial generativa. Diferente de outros modelos de chatbot, seu sistema é capaz de interpretar grandes volumes de textos, correlacionando dados complexos, sintetizando relatórios e respondendo a perguntas estratégicas com base em múltiplas fontes de informação. Na prática, ele pode ser integrado a bancos de dados restritos e sistemas internos. Por isso, para uma empresa, instituição ou governo, passa a ser mais do que um “assistente convencional”, atuando como motor analítico.
Tenha em mente que IAs não decidem sozinhas; humanos as controlam. Porém, seu uso eleva a eficiência dos trabalhos, reduzindo erros e tempo.
Uma inteligência como a Claude pode ajudar a traçar estratégias de guerra decisivas, com previsões de reações inimigas e mapeando riscos com máxima precisão. Ela pode simular como nenhuma outra IA cenários de combate, cruzando informações sobre alvos nucleares e lideranças — tarefa que, aliás, levaria dias para ser calculada por um humano. Esse tipo de ação pode ter sido crucial para a infiltração aérea dos Estados Unidos e Israel em território iraniano.

Como a Claude foi (possivelmente) empregada contra o Irã
Óbvio que, por questões táticas, o governo americano se recusou a detalhar como a ferramenta Claude foi aplicada no ataque ao Irã. Contudo, fontes entrevistadas por veículos de imprensa indicaram três frentes principais de uso:
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- Análise de imagens
- Elaboração de relatórios de campo
- Interceptação de comunicações e dados logísticos
A identificação de alvos exigiu correlação entre localização, infraestrutura crítica, capacidade defensiva e impacto estratégico. Já a simulação de cenários hiper-realistas permitiu prever reações, estimar riscos e projetar desdobramentos.
A saber, um passo a passo semelhante de planejamento militar — com foco na neutralização do inimigo e ataque (ou strike) preciso — teria sido usado na captura de Nicolás Maduro na Venezuela.

Guerras modernas com ajuda da inteligência artificial
A guerra do século XXI não é apenas física. É computacional.
No futuro, as inteligências artificiais tendem a integrar de forma ainda mais profunda tanto o cotidiano quanto os cenários de conflito. Elas não serão responsáveis por “puxar o gatilho”, mas suas análises poderão embasar decisões humanas e automatizadas, encurtando drasticamente o tempo de resposta. Na prática, funcionarão como uma camada adicional de triagem, cruzamento de dados e geração de padrões. Assim, os confrontos deixam de ser apenas reativos e passam a incorporar uma lógica cada vez mais preditiva.
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Nesse contexto, os engenheiros precisarão trabalhar mais para desenvolver e aprimorar modelos de linguagem treinados para interpretação contextual e integração de inteligências. Este é o momento da consolidação de novas tecnologias como elementos de estratégia militar, incluindo drones e sistemas de ciberataques. O uso da Claude representa a entrada de modelos generativos em operações reais, ampliação de automação, aceleração de coleta e processamento de dados.
Mais do que uma ferramenta, a IA será, de agora em diante parte da infraestrutura de guerra.

O dilema ético e regulatório das inteligências artificiais
Há algum tempo, Trump tenta transferir todas as operações de órgãos federais para a OpenAI e X, de Elon Musk. Mas em meio a essa decisão, a Claude se mostrou mais uma vez necessária, provando sua supremacia tecnológica. Por outro lado, o governo dos Estados Unidos está “amarrado” a um contrato de milhões entre o Pentágono e a Anthropic. Então, por ora, ficou estabelecido que seus sistemas não poderão ser utilizados para vigilância em massa de cidadãos americanos nem integrados a armas totalmente autônomas.
De fato, existe um consenso entre os especialistas de que a IA Claude ainda não é confiável o suficiente para operar armas letais sem a supervisão humana.
Claude está sendo muito bem explorada neste momento pelos Estados Unidos contra o Irã. Mas quem a está controlando? Ninguém sabe ao certo. Até porque os americanos não chegaram a aprovar uma legislação para regular as inteligências artificiais. Não há limites operacionais. E o pior é ver o maior exército do mundo tão dependente de uma IA. Num ambiente tão letal, quem ficará responsável por possíveis erros, vítimas civis, escalada de conflito e consequências geopolíticas? Essa é a grande incógnita.
Fontes: G1, O Globo, CNN Brasil.
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