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Estudantes desenvolvem sistema capaz de gerar energia através de tênis

por Kauê Francischelli | 06/06/2013
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Quatros futuros engenheiros mecânicos da Rice University em Houston, nos Estados Unidos, desenvolveram um tênis capaz de gerar e armazenar energia através do movimento humano. Para atingir tal finalidade, a empresa Cameron International, que trabalha fornecendo equipamentos de fluxo e sistemas, os desafiou e incentivou a sua criação. O projeto servirá como base para os alunos concluírem seus cursos.

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Alunos responsáveis pelo projeto. Foto: Jeff Fitlow.

Como já havia uma patente de um dispositivo que gerava energia através do movimento dos joelhos, os alunos se concentraram em desenvolver um dispositivo capaz de gerar e armazenar energia através dos movimentos no calcanhar. Tal escolha se deve ao fato que, ao se movimentar, grande parte do peso humano é exercida nesta região.

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Julian Castro, um dos alunos participantes do projeto. Foto: Jeff Fitlow.

Em seus testes, o protótipo se demonstrou capaz de gerar em média 400 miliwatts, o suficiente para carregar uma bateria ligada a um regulador de tensão contínua.

O dispositivo é a primeira região de contato com o solo ao se dar um passo. Um braço de alavanca é então acionado, ligado a uma caixa de engrenagens, que substitui grande parte da sola do tênis. Logo após, há um motor na região externa do tênis, que é capaz de gerar a eletricidade, recarregando uma pequena bateria, por exemplo.

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Foto: Rice University.

As grandes metas atuais para os alunos neste outono se encontram em aperfeiçoar os materiais utilizados em sua criação, reduzindo ainda mais o seu tamanho e possivelmente aumentando sua potência gerada, possibilitando ao projeto se tornar cada vez mais um produto comercial, podendo realizar recargas de diversos aparelhos eletrônicos, como smartphones, tablets, iPhones, dentre outros.

A empresa Cameron International, realizou uma parceria com o Instituto do Coração do Texas, com a finalidade de aplicar sua experiência em movimento de fluídos, para uma nova geração de bombas cardíacas artificiais. Segundo Carlos Armanda, um dos alunos responsáveis pelo projeto, “só o fato de que você está contando com o movimento humano para alimentar algo que é fundamental para a sua vida é um pouco assustador”.

Veja como funciona:

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