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Esta fazendeira inglesa instalou uma rede de banda larga própria eficiente que abastece diversas comunidades

por Fabio Doom | 13/01/2017
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Depender de empresas para serviços básicos é essencial, sobretudo quando se trata de energia elétrica ou internet. Mas, para a fazendeira inglesa Christine Conder, o jeito foi botar a mão na massa para instalar sua própria rede de banda larga na comunidade rural de Lancashire, no noroeste da Inglaterra.

Zoe Kleinman/BBC

Zoe Kleinman/BBC


Disposta a levar a conexão para sua fazenda, ela investiu na B4RN (Banda Larga para o Norte Rural, em tradução livre), um provedor de acesso livre que impressiona pela eficiência e velocidade – de 1 gigabite (1Gbps), 35 vezes maior do que a média na Grã-Bretanha, que é de cerca de 28,9 Mbps.
A ideia surgiu da necessidade e da dificuldade das empresas em levar internet ao local que Conder vive, devido ao excesso de árvores que atrapalhavam o sinal da única antena de w-fi próxima. Nisso, ela comprou um quilômetro de cabo de fibra ótica, abriu uma vala com seu trator e, assim, conectou sua fazenda ao ponto de internet.
Ela não esperava, porém, que serviria de inspiração para muitas pessoas e comunidades locais. O projeto ganhou tantos interessados que já conta com 3.218 quilômetros de cabo de fibra ótica espalhados por diversas regiões, levando internet para residências e empresas, feito com a ajuda de voluntários.
Zoe Kleinman/BBC

Zoe Kleinman/BBC


A popularidade fez a B4RN crescer, contratar funcionários e contar até com acionistas prontos para investir no que se tornou uma empresa conhecida no mundo todo. Para se ter ideia, especialistas e voluntários pretendem implementar esse conceito em regiões da Serra Leoa, na África.

Até a rainha Elizabeth 2ª reconheceu a ideia de Conder e, por levar conexão às áreas rurais, a condecorou com o título de MBE (Membro da Ordem do Império Britânico) em 2015, junto com Barry Forde, um professor universitário que ajuda a fazendeira desde o início do projeto.

”Os agricultores apoiaram muito este projeto. Nos deram acesso às suas terras, que atravessamos para fazer as conexões e para chegar a vilarejos que subsidiam as conexões dos fazendeiros”, revela Conder, que pretende otimizar o conceito e levar para áreas mais afastadas, pensando sempre em quem vive no meio rural e necessita de mais informação.
Referência: BOL

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