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Entenda como foi a atuação do engenheiro agrônomo na pandemia [e suas perspectivas profissionais no agronegócio]

por Samira Gomes | 27/07/2021

Sendo o agronegócio um dos pilares da economia brasileira, entenda a relevância do engenheiro agrônomo nesse setor, diante da pandemia, e as expectativas futuras da profissão.

Representando 26% do PIB brasileiro, o agronegócio é um dos ramos mais importantes da economia nacional, sobretudo nos setores de importação e exportação. Nesse cenário, o trabalho dos engenheiros agrônomos é de grande relevância, tendo em vista que esses profissionais participam ativamente das etapas do agronegócio, desde a criação de rebanhos ao plantio – sempre utilizando fundamentos científicos e tecnológicos.

A importância do agronegócio no Brasil

No ano de 2020, o Valor de Produção Agropecuária (VPA) ultrapassou o recorde anterior de 2017, alcançando R$ 40,9 bilhões. Além disso, o PIB obteve um crescimento em todos os segmentos do agronegócio, incluindo a agroindústria, campo mais afetado pela Pandemia. Conforme mostrado na tabela a seguir, as alterações foram de 6,91% relativo aos insumos, 56,59% referente ao segmento primário, 8,72% para a agroindústria e 20,93% voltado aos agrosserviços.

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Taxa de variação mensal e acumulada no período (%)

Os maiores desafios do setor

“Um dos desafios para a área da Engenharia e da Agronomia foi encontrar tecnologias para se reinventar em um ano tão turbulento. As pessoas levaram o trabalho para casa e precisaram de uma Internet cada vez melhor e quem faz isso é a Engenharia.”,

“Abastecimento de água, coleta de lixo, tratamento de esgoto são serviços prestados por meio da Engenharia. O alimento é garantido pela Engenharia e pela Agronomia.”,

“Desde o primeiro momento dessa crise sanitária, a Engenharia, a Agronomia e as Geociências são parceiras estratégicas para atender a qualidade de vida de toda a sociedade em suas necessidades mais básicas”.

– disse o presidente do CONFEA, Joel Krüger, durante uma entrevista concedida à série “Agro Rumo a 2021”, do Canal Rural.

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No entanto, além de manter esse setor aquecido em meio ao período pandêmico, os profissionais da Engenharia Agronômica colaboraram com a saúde populacional, por meio da distribuição de mantimentos e atuando para prover a alta procura por alimentos de qualidade.

O Brasil será responsável por 40% da demanda mundial de alimentos até o ano de 2050. Foto: Divulgação

A modificação nos modelos de produção e processamento de alimentos em todo o globo requisitou muitos desafios para essa classe profissional nos anos subsequentes. Portanto, será necessário atuar na pesquisa e na elaboração de políticas agrárias e ambientais que acatem a preservação da biodiversidade. Dessa maneira, emerge uma configuração inédita para a ligação entre o estilo de produção e consumo!

A engenharia agronômica na Pandemia

Conforme a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), estima-se que, em menos de quatro décadas, o Brasil produzirá 40% da procura global de alimentos, transformando-se no principal exportador do mundo. Hoje, esse segmento é um dos que mais oferecem oportunidades de emprego, cerca de 18,3 milhões de pessoas empregadas até então. Entre eles, estão os engenheiros agrônomos, que são profissionais essenciais diante do aumento das premissas de qualidade e controle de produtos de origem animal e vegetal, seja no mercado interno ou externo.

Imagem extraída de Kiwun/Adobe Stock

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É importante realçar a Agricultura 4.0 neste cenário que, por sua vez, assume recursos computacionais de elevado grau tecnológico, nuvens e conectividade entre aparelhos móveis, com o intuito de fornecer e processar dados que servirão de suporte para medidas. Por meio da utilização de ferramentas ou instrumentos como sensores, GPS, análise de tempo, biotecnologia e drones, a eficiência produtiva pode expandir e o acompanhamento de trabalhos agrícolas torna-se mais efetivo.

Imagem extraída de Shutterstock

Além do mais, a modernização também corrobora com a diminuição de custos, somado à efetividade no uso de insumos, crescimento da segurança dos trabalhadores e redução de abalos ambientais.

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Fontes: G1, CNA.

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Samira Gomes

Engenheira de Produção em formação no Vale do São Francisco. Nordestina fascinada pela escrita e por tecnologia. Tem como objetivo levar conhecimento sobre engenharia, por meio da leitura, pois acredita no potencial das palavras para o enriquecimento intelectual.