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Engenheira brasileira desenvolve nariz eletrônico para avaliar cerveja

por Clara Ribeiro | 24/05/2017
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Você é um amante de cerveja e gosta de conhecer exemplares importados, nacionais, artesanais, entre outros? Mas sabe como a bebida é preparada para atrair os mais variados gostos? Um dos artifícios dos produtores é a identificação de aromas.
Mas como esse processo pode ser bastante impreciso, a engenheira química brasileira Amanda Reitenbach desenvolveu um protótipo eletrônico para descobrir substâncias e ajustar os diversos tipos de cerveja.
Com uma série de sensores acoplados a um arduíno (placa microcontroladora), o aparelho, denominado e-nose detecta compostos indesejáveis em amostras de cervejas.
A especialista construiu o protótipo durante o período em que atuou como pesquisadora da universidade alemã Versuchs- und Lehranstalt für Brauerei em Berlin.

Foto: Divulgação


Segundo o instituto de pesquisa para a cerveja e bebidas de produção da universidade alemã, a engenheira catarinense participou do programa de pesquisas entre 2014 e 2016. Nesse período ela criou o dispositivo e fez testes práticos.

O intuito de seu projeto é criar um produto que ajude na eliminação dos chamados off-flavors, considerados um dos mais problemas da indústria cervejeira hoje.

“Como já atuava na área, compreendia a necessidade e busquei desenvolver uma ferramenta que possibilitasse essa análise de forma precisa, avaliando e detectando os compostos indesejáveis, de baixo custo, para ser acessível a todas microcervejarias”, explica Amanda, que também é diretora do Science of Beer Institute.

+ Como funciona

O funcionamento do nariz eletrônico se dá a partir de inteligência artificial, que analisa os dados captados pelo dispositivo. Com a tecnologia, o e-nose aprende todos os tipos de aromas e ajuda na produção da cerveja.
Com os sensores do nariz eletrônicos pré-aquecidos, a amostra é “cheirada” pelo protótipo. A partir de então, em poucos segundos o equipamento indica quais substâncias existem na amostra, de acordo com os dados que o nariz foi treinado a identificar.

Foto: Divulgação

+ Aplicabilidade

O mercado cervejeiro já está ciente da invenção e adorou. Reinbach conta que já está em contato com empresas para fabricar o e-nose e colocá-lo à venda em larga escala. Ele pode ser utilizado por micro produtores até grandes indústrias do ramo, um dos mais lucrativos do Brasil.
Apesar disso, a cientista afirma que a tecnologia do protótipo pode ser usada por outros setores.
“É possível fazer esse mesmo nariz voltado a outros compostos para analisar frutas ou outras bebidas. Inclusive são usados sensores a gás e nariz eletrônico como o nosso até para identificar doenças em tratamentos médicos. A aplicabilidade é bem vasta, mas requer alguns ajustes de acordo com o que se quer analisar”, completa.
Fonte: Inova.jor

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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