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Desastre ambiental no Sri Lanka: conheça casos parecidos que não deveriam se repetir

por Rafael Panteri | 15/06/2021

Entre maio/junho de 2021, o Sri Lanka passa pelo pior desastre ambiental da sua história com um naufrágio de um navio cargueiro. Saiba mais!

Um navio cargueiro chamado de “X-Press Pearl” pegou foto no litoral de Colombo no final de maio de 2021.  O porta-contêineres foi consumido pelo incêndio que durou 13 dias.  Segundo especialistas, o episódio se classifica como o pior desastre ecológico da história do Sri Lanka.

No dia 2 de junho, depois que as chamas consumiram parte da estrutura da embarcação, X-Press Pearl começou a afundar. Ele transportava 25 toneladas de ácido nítrico e outros produtos químicos, além de 28 contêineres com micro plástico como matéria-prima. Segundo o porta-voz da Marinha cingalesa, a popa do navio já está submersa, e o nível da água está acima do convés.

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Navios da Marinha do Sri Lanka tentando apagar o fogo -Imagem: Força Aérea do Sri Lanka via Ap
Navios da Marinha do Sri Lanka tentando apagar o fogo -Imagem: Força Aérea do Sri Lanka via Ap

A maior parte da carga já caiu no mar afetando 80 quilômetros do litoral oeste da ilha de Sri Lanka. Além da carga, o combustível do navio também preocupa os ambientalistas. Eram 278  toneladas de combustível em estoque e 50 toneladas de diesel em seus tanques.

Os danos ecológicos ainda estão sendo avaliados. Para minimizar os impactos no litoral do país, que é uma ilha no Oceano índico, o presidente Gotabaya Rajapaska ordenou o deslocamento do porta-contêineres para o mar aberto.

Navio em chamas na costa do Sri Lanka - Imagem: Força Aérea do Sri Lanka via Ap
Navio em chamas na costa do Sri Lanka – Imagem: Força Aérea do Sri Lanka via Ap

Casos parecidos

Comemorado no dia 5 de julho, o dia mundial do meio ambiente foi criado pela ONU para conscientizar sobre a importância da preservação ambiental. Queimadas, desmatamentos, poluição de oceanos e exploração do solo são exemplos de problemas que assolam ecossistemas ao redor do mundo.

Normalmente, esses acontecimentos estão ligados à erros de engenharia e projetos que desrespeitam a natureza. Veja alguns exemplos que ocorreram no Brasil.

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Brumadinho (2019)

Em 2019, ocorreu na região de Brumadinho (MG), o rompimento da barragem do Córrego do Feijão. A represa tinha como finalidade a deposição de rejeitos oriundos da mineração de ferro. As causas do rompimento ainda são desconhecidas. Segundo a Vale, empresa responsável pela operação, a barragem possuía segurança física e hidráulica.

Ao menos 270 pessoas morreram e 10 continuam desaparecidas. Os metais despejados sobre o Rio Paraopeba impede a vida aquática em 11 pontos de coleta.

Desastre de Brumadinho - Imagem: André Penner-AP
Desastre de Brumadinho – Imagem: André Penner-AP

Veja Também: Rádio Telescópio de Arecibo desaba

Mariana (2015)

A barragem do Fundão, em Mariana (MG), se rompeu no dia 5 de novembro de 2015. 50 milhões de metros cúbicos de lama foram lançados na bacia hidrográfica do Rio Doce.

A lama causou a morte imediata de 19 pessoas e afetou outras 500 mil nas 40 cidades ribeirinhas entre Minas Gerais e Espirito Santo. Toneladas de peixes morreram e a água contaminada prejudicou animais e pessoas que viviam próximo à região.

Desastre causado pela lama em Mariana - Imagem: Christophe Simon AFP
Desastre causado pela lama em Mariana – Imagem: Christophe Simon AFP

Óleo no litoral do Nordeste e Sudeste (2019)

Uma mancha de óleo atingiu o litoral brasileiro no segundo semestre de 2019. Os resíduos se espalharam a uma distância de 700 quilômetros da costa e aproximadamente 5,3 mil toneladas foram recolhidas.

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Além de afetar a vida marinha, a exposição ao óleo pode provocar irritação na pele, queimaduras e inchaços. Sintomas respiratórios, cefaleia e náuseas, dores abdominais, vômito e diarreia também afetam moradores e voluntários que tentaram minimizar os danos ambientais.

Óleo nas praia nordestinas - Imagem: Ademar Filho/Futura Press/Estadão
Óleo nas praia nordestinas – Imagem: Ademar Filho/Futura Press/Estadão

Diversos desastres impactam a vida na Terra. Muitos deles, como terremotos, tsunamis e tornados ocorrem por causas naturais. Nesses casos, o papel da ciência e da engenharia é o de diminuir os danos, uma vez em que não é possível interferir diretamente na causa.

Desastres como os relatados acima, ocorreram por interferência e irresponsabilidade humana. E poderiam ser evitados.

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Fontes: G1, CorreioBraziliense, VaticanNews.

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Rafael Panteri

Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia. Parte da graduação em Shibaura Institute of Technology - Japão.