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Brasileiros estão cada vez mais em busca de uma vida simples e procura por tiny houses cresce no país

por Gabriela Glette | 21/01/2021

A primeira casa minimalista brasileira capaz de ser movida a qualquer lugar foi regulamentada e homologada pelo Denatran no mês passado

Manter um estilo de vida materialista custa mais do que dinheiro, custa muito tempo – e isso é o que temos de mais precioso. É a partir desse questionamento que o movimento das tiny houses cresce cada vez mais no Brasil, impulsionado pela própria pandemia. Com o isolamento social, muita gente começou a repensar seu estilo de vida e valorizar mais a simplicidade e o contato com a natureza. Se o movimento já crescia exponencialmente nos Estados Unidos e Europa, a tendência agora chega no Brasil.

família na porta de tiny home
Imagem: pés descalços

De acordo com a arquiteta Camilla Pereira, do escritório Porto Quadrado, que começou a se especializar nas mini casas, a procura pelas tiny houses aumentou no último ano com a pandemia do novo coronavírus. “Acredito que o isolamento despertou outros interesses nas pessoas. Depois do choque inicial nós voltamos para o essencial, buscando uma experiência mais intimista, mais conectada com a natureza e mais consciente”, explica.

interior de tiny home
Imagem: pés descalços

O movimento faz parte de uma tendência entre os millennials, cada vez mais em busca de uma vida com mais sentido e mais liberdade. Isso sem contar que quem consegue se adaptar a este estilo de vida acaba economizando muito dinheiro, já que ao invés de pagar aluguéis e financiamentos altíssimos, podem desfrutar melhor do tempo e dos familiares. Para quem se interessa, a arquiteta estima um investimento de R$ 2 mil a cada metro quadrado, sendo que a indicação de espaço para manter uma boa qualidade de vida é de 20 m² no total. 

banheiro de tiny home
Imagem: pés descalços

Em 2019, Camilla construiu 3 tiny houses e usou aproximadamente 1,5 tonelada de aço em cada estrutura. “O sistema construtivo em aço é muito efetivo para uma tiny house pela incrível combinação de rapidez e versatilidade. O material pode ser usado na estrutura, nas esquadrias, nos revestimentos e fechamentos”, conta. De acordo com o Centro Brasileiro da Construção em Aço, o material pode garantir uma construção mais limpa, à medida que as construções modulares são desenvolvidas industrialmente e reduzem os impactos ambientais característicos da construção convencional, principalmente em relação ao desperdício.

interior de tiny house
Imagem: pés descalços

O conceito da construção de uma tiny house é semelhante ao da construção industrializada em aço, as peças ou blocos já vêm montados da indústria. “Basicamente, é necessário que tenhamos uma base e instalação de água e luz. A construção de uma tiny house pode durar, em média, 10 dias apenas”,  completou a arquiteta. Segundo ela, além das casas fixas em plataformas ou terrenos, também há a possibilidade de investimento em uma tiny house móvel. A primeira casa minimalista brasileira capaz de ser movida a qualquer lugar foi regulamentada e homologada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em dezembro de 2020. 

Fonte: Ciclo Vivo

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Gabriela Glette

Jornalista e escritora, Gabriela já passou por grandes sites, como Hypeness e Razões para Acreditar, até que decidiu criar um que só falasse sobre coisas boas e inspirações - o Quokka Mag. Vive na França há mais de 3 anos e tem um gosto especial em falar sobre inovação e sustentabilidade.