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Como são feitos os projetos de barragens? | 360 Explica

por José Joebson Lima | 29/04/2016
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De todas as obras que nós engenheiros conhecemos, o projeto de barragens é, sem sombra de dúvidas, um dos que merece mais análise e minuciosidade na sua aplicação.
O 360 Explica desta semana será sobre isso! Vamos falar das principais fases de construção e também sobre casos particulares e históricos de cada uma..

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A fase 1 é caracterizada pelos estudos: de solo, logístico (perspectiva de levar e trazer materiais, máquinas e equipamentos) e, principalmente, por último o estudo hidrológico, porque é por meio das vazões ocorridos e estudadas nos últimos anos, volume, área de influência de afluentes que deságuam na Bacia Hidrográfica do açude é que se verifica se é possível ou não se construir a barragem naquele ambiente.

Ah! Antes de mais nada é bom esclarecer alguns termos técnicos: Bacia Hidrográfica ou Bacia de Drenagem (que é o termo mais elegante para tal) é a área/terreno em declive aonde os córregos, riachos, dentre outros todos deságuam num só rio, formando assim a Bacia. Tal processo poderíamos denominar com muito critério de Drenagem Natural de cursos d’água em movimento.

Em segundo caso, vamos definir Bacia Hidráulica que  tem sua definição criteriosamente mais técnica, sendo: área referente ao espelho d’água na cota de sangria (máxima).

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Entendido essa parte, vamos falar de uma forma bem didática sobre Solo. A geologia de um terreno, tendo em vista suas características físico-químicas é de suma importância para a construção de uma barragem, pois as obras hídricas necessitam de uma qualidade favorável ao seu uso, no que diz respeito a tal. E também há outro aspecto, não se pode esquecer que maior parte das obras no geral se apoia sobre o solo, para isso, preciso precisamos avaliar sua resistência de muitas formas.

A logística é outro ponto muito importante. O projeto precisa ter viabilidade de entrada e saída de materiais, máquinas e equipamentos, o escritório a ser instalada. As pessoas que irão trabalhar nesta obra precisam estar neste “pacote”, junto as necessidade de cada parte. Quando se fala em logística, se fala essencialmente no planejamento. Tudo que entra e que sai: o combustível gasto, a manutenção, tudo em um só pacote.

E o principal, a hidrologia. Sem a ela não há projeto, pois ela nos diz se é viável e preciso, e como é. É necessário, a princípio, se obter dados das vazões dos últimos 30 anos. Por quê? Isso não torna tendencioso o projeto. Por exemplo, se pegarmos apenas quinze anos, teremos disparidades do tipo, entre os anos de 2001 e 2005 choveu muito (altos índices pluviométricos na região da Bacia X estudada). Porém, nos anos que se seguiram, 2006 à 2010 e 2011 à 2016, as chuvas variaram muito para menos, não tendo vazão e não gerando volume suficiente para abastecer uma cidade Y com Z habitantes. Por isso, é necessário ter no mínimo vazões dos últimos 30 anos para evitar erros e consequentemente perdas em todos os aspectos.

Tendo sido realizada esta parte, e verificada a viabilidade técnica, econômica e ambiental, vamos para a obra! Na construção de uma barragem mesmo quando concluída a obra, o projeto não acaba. Existe algo chamado gestão, que permite a manutenção e a consistência da barragem e sua perpetuação em serviço da sociedade. E isso se chama gestão de Recursos Hídricos.

Os estudos são feitos, a viabilidade é analisada, a obra acaba, mas o projeto e sua gestão, não.

REFERÊNCIAS: Sistema Curema Mãe D’água (PB) – DNOCS e Açude Castanhão (CE)

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