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BDE Explica: como funciona o Foled e os dispositivos eletrônicos flexíveis?

por Lucie Ferreira | 27/11/2015
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Protótipo de um smartphone flexível: tecnologia do Foled está cada vez mais aprimorada (Foto: Wikipedia)


Pesquisadores brasileiros criaram um dispositivo flexível emissor de luz que dá um passo além para que um dia possamos desfrutar de notebooks dobráveis e papéis eletrônicos flexíveis (material que poderia ser usada em revistas, livros e jornais eletrônicos). Trata-se de um substrato flexível à base de celulose produzida pela bactéria Gluconacetobacter xylinus (na forma de mantas altamente hidratadas) e poliuretano, extraído da síntese do óleo de mamona.
A mamona é uma matéria-prima abundante no Brasil, substituindo inclusive fontes derivadas do petróleo. Já a celulose bacteriana é vantajosa por ser considerada sustentável, umas vez que não produz resíduos tóxicos nem polui o ambiente, ao contrário do método tradicional de produção de celulose.
O estudo rendeu a capa da publicação especializada Journal of Materials Chemistry C. O material foi usado como suporte para a obtenção de um diodo flexível emissor de luz (Foled, do inglês flexible organic light emitting diode), que pode dar origem dispositivos eletrônicos com alta refletividade, flexibilidade e contraste. A aplicação do Foled vai desde telas de notebooks e telefones celulares a lentes de contato e bandagem oftalmológica.
De acordo com os estudiosos, o substrato criado contém uma série de filmes nanométricos, que possuem propriedades e funções específicas depositados sob uma base de vidro, com estrutura similar a um sanduíche.
Fonte: Fapesp

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