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Olimpíadas 2020-2021: conheça um pouco da Arquitetura deste evento tão aguardado

por Simone Tagliani | 21/05/2021

As Olimpíadas 2020 não aconteceram, por motivos óbvios. Mas, neste ano, esperamos poder conferir as lindas estruturas erguidas para este evento. Saiba mais!

Em 2020, nós estávamos esperando por mais uma edição de um dos maiores eventos esportivos da história, as Olimpíadas e Paralimpíadas. Mal sabíamos que o destino estava nos reservando algo completamente diferente. Enquanto o Japão se preparava para receber os jogos, os planos do mundo inteiro precisaram ser adiados por conta da Pandemia do novo coronavírus.

O Comitê Olímpico Internacional, em razão de tudo isso, resolveu esperar por um momento mais seguro e adiar toda a celebração para 2021 – essa foi a primeira vez, desde a Segunda Guerra Mundial, que o evento foi cancelado. Mas, neste meio de ano, esperamos a abertura oficial dos Jogos Olímpicos de 2020/2021 no Estádio Olímpico de Tóquio.

Todas as competições acontecerão em 43 locais diferentes, divididos em duas zonas da capital, a Baía de Tóquio e uma “Zona Herança”. São 25 estruturas existentes construídas para os Jogos Olímpicos de 1964 que foram reformadas, 10 temporárias e 8 novas, feitas especialmente para a ocasião. E é justamente algumas dessas belas arquiteturas que apresentaremos para você no texto a seguir!

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Logo Tóquio 2020 – Imagem de Poder 360

O andamento das obras das Olimpíadas 2021

Diferente do que aconteceu no Brasil, com o planejamento das Olimpíadas de 2016, o Japão se preparou com bastante antecedência para evitar qualquer atraso no evento multiesportivo.

Já em 2011, quando o mundo recém celebrava as Olimpíadas de Londres, praticamente 80% das instalações japonesas já estavam prontas. Em março de 2020, tudo estava pronto. De fato, o país investiu bastante para o evento, o que tornou a decisão do adiamento dos jogos um ato de extrema gravidade para a economia nacional – fato justificado pela situação atípica do momento.

Veja Também: Saiba quais serão as inovações das Olimpíadas de Tóquio em 2020

As principais características dos projetos do Japão

A ideia dos japoneses para apresentar as Olimpíadas de 2020 era fazer uma ponte com a sua história, ligando arquitetura atual às estruturas dos jogos de 1964. Tudo começou com a tentativa de resgatar o antigo Estádio Nacional do Japão, palco do primeiro evento. O projeto número um apresentava a proposta de demolir e reconstruir toda a zona. Toda essa história gerou uma grande polêmica entre as autoridades. Mas o resultado final agradou a todos, finalizado em 2019.

Seguindo a mesma linha de pensamento, muitas outras áreas da cidade também foram revitalizadas. As novas construções trazem detalhes de arquitetura que fazem uma homenagem à cultura e tradições japonesas. E, aliás, muitas delas são, inclusive, assinadas por arquitetos japoneses!

A própria Vila Olímpica preparada para os jogos de 2020/2021 é um excelente exemplo de tudo isso. Ela possui detalhes surpreendentes de design de interiores! Para começar, estruturas feitas de papelão reciclado – que aparentemente parecem frágeis, mas que são bastante resistentes. A ideia é que estas peças, assim que cumprirem o seu papel funcional nas Olimpíadas, sejam desmontadas e recicladas novamente.

“Elas são mais fortes que as camas de madeira. O Comitê Organizador estava pensando em itens recicláveis, e a cama era uma das ideias. Preferimos não destruir as coisas que construímos, mas continuamos a usá-las. Esse é um elemento fundamental para promover a sustentabilidade.” – Takashi Kitajima, gerente geral da Vila Olímpica, em reportagem de ClicRBS.

Essa Vila Olímpica tem 21 edifícios de 10 andares. Ela foi toda construída em uma faixa de terra retangular recuperada do mar. Depois do evento – Olimpíadas e Paralimpíadas-, o complexo será transformado em um bairro residencial de luxo com cerca de 900 apartamentos. Seus executivos afirmam que todos os seus detalhes, assim como de outras obras construídas para o mesmo evento, foram pensados para incentivar a consciência ambiental!

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Vila Olímpica – Imagem extraída de Globo Esporte

Veja Também: Olimpíadas 2020: Como o Japão fez para reorganizar um evento de escala global?

As principais arquiteturas das Olimpíadas de Tóquio

Estádio Nacional

Este Estádio, com capacidade para 60 mil pessoas, será o palco das cerimônias de abertura e encerramento dos jogos, além de receber as provas de atletismo e partidas de futebol. Seu projeto inicial, de 2015, assinado pela famosa arquiteta britânica Zaha Hadid, foi abandonado por questões de orçamento. Já o projeto atual, menos caro, é de autoria do arquiteto japonês Kengo Kuma e apresenta estruturas feitas de materiais de construção tradicionais, como a madeira de Cedro do país. 

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Estádio Nacional – Imagem extraída de ArchDaily

Estádio Yoyogi

Construído em 1964, projeto de Kenzo Tange, foi reformado e receberá os jogos de handebol, badminton e rugby.

Centro Ariake

Nova estrutura com 2300 metros cúbicos de madeira de reflorestamento, considerado o ginásio com dos maiores tetos de madeira do mundo, inspirado em construções tradicionais do país. Nele, ocorrerão as competições de ginástica artística, ginástica rítmica e trampolim acrobático.

“Como serão os Jogos Olímpicos, um evento global como nenhum outro, precisamos dar um passo a mais e mostrar o verdadeiro artesanato japonês.” – Nagamachi Yugo.

Arena Ariake

Projeto do arquiteto Kume Sekkei, foi idealizada para receber os jogos as partidas de vôlei e de basquete, e depois outros eventos esportivos e shows de música. Tem capacidade para 15 mil pessoas. E sua arquitetura chama atenção por conta de um lindo desenho de teto convexo coberto por painéis solares e o revestimento cinza de fachada, destacando o edifício na paisagem da cidade. 

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Centro Ariake – Imagem extraída de Casa Cor

Centro Tatsumi

O importante centro de confecções de polo aquático de Tóquio desde 1990, foi redesenhado pelo escritório japonês Environment Design Institute, propondo a utilização de parede modular que permite transformar sua piscina principal em duas piscinas menores quando necessário. Ele está localizado às margens da Baía da cidade e tem capacidade para 15 mil pessoas. E agora, em 2021, receberá provas de natação, nado sincronizado e saltos ornamentais.

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Centro Tatsumi – Imagem de Wikipedia

Arena de Saitama

É considerada uma das maiores instalações esportivas do país. Ela tem capacidade para cerca de 20 mil pessoas e vai abrigar, em 2021, as competições de basquete.

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Arena de Saitama – Imagem de Wikimedia

Nippon Budokan

Mais uma construção recuperada das Olimpíadas de 1964 e que será a sede das competições de judô e karatê de 2021. Sua arquitetura se destaca pela forma octogonal do edifício, remetendo aos templos japoneses antigos, com teto curvo que emoldura a forma do Monte Fuji.

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Nippon Budokan – Imagem de Wikimedia

Sea Forest Waterway

Localizado em uma ilha artificial da Baía de Tóquio, será o novo centro para as competições de remo e canoagem. Sua capacidade é de 24 mil pessoas; além disso, ele tem uma piscina com 8 faixas protegida por uma barragem.

Estádio de Azuma

Talvez, de todas as construções dos Jogos Olímpicos de 2021, esse estágio tenha um significado ainda mais especial. É que ele foi erguido sobre uma das regiões mais seriamente afetadas pelo terremoto, tsunami e acidente nuclear de Fukushima de 2011. Não à toa ele foi chamado pelos japoneses de “o símbolo dos jogos da reconstrução“. E, nele, serão realizados torneios de beisebol.

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Estádio de Azuma – Imagem de Twitter Tóquio 2020

Então, está também ansioso para assistir aos Jogos Olímpicos do Japão? Conte nos comentários!


Fontes: Casa Cor, Casa Vogue, ClicRBS, UOL, Gazeta Esportiva.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.